Departamento de Guerra dos EUA anuncia contrato milionário para vendas militares a Taiwan

O Pentágono concedeu um contrato ao fabricante aeroespacial Lockheed Martin que envolve vendas ao exterior para "satisfazer as necessidades operacionais urgentes da Força Aérea de Taiwan", informou nesta quarta-feira (31) o Departamento de Guerra dos Estados Unidos.
O contrato estabelece um valor máximo de US$ 328,5 milhões e prevê a produção de 55 módulos de busca de alvos, processadores e contêineres instalados na asa de aeronaves. A produção será realizada em Orlando, no estado da Flórida, e a conclusão está prevista para 30 de junho de 2031.
''Severo alerta''
No dia anterior, a China realizou exercícios com fogo real de longo alcance em águas ao norte de Taiwan, envolvendo forças terrestres, aéreas, navais e de mísseis do Comando do Teatro Oriental. Segundo Pequim, trata-se de um "um severo alerta às forças separatistas que buscam a independência de Taiwan e defendem a ingerência externa".
Recentemente, os Estados Unidos aprovaram um pacote de armamentos para Taiwan avaliado em mais de US$ 11 bilhões. Pequim considera que a medida "viola a soberania, a segurança e a integridade territorial da China" e prometeu uma resposta "firme e contundente".
Nesse meio tempo, a Embaixada da China no Brasil divulgou uma charge que retrata o Tio Sam, símbolo dos Estados Unidos, transportando dinamites e barris explosivos até uma província chinesa, numa alusão de que o impasse poderia resultar em uma escalada perigosa.
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— Embaixada da China no Brasil (@EmbaixadaChina) December 30, 2025
O governo Trump, por sua vez, alega que as vendas vão "contribuir para a manutenção da estabilidade política, do equilíbrio militar e do progresso econômico na região".
- Taiwan se autogoverna com uma administração própria desde 1949, enquanto a China considera a ilha uma parte inalienável de seu território. A maioria dos países, incluindo Brasil e Rússia, reconhece Taiwan como parte integrante da República Popular da China.
- Diante das declarações separatistas das autoridades de Taiwan, Pequim ressalta que a região "nunca foi um país, nem jamais será", afirmando que "Taiwan é uma parte inalienável do território da China".
