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Após massacre em Kherson, Rússia diz que Zelensky está disposto a 'matar mulheres e crianças' para se manter no poder

"O usurpador de Kiev decidiu, em um ataque de raiva, se vingar de civis indefesos", declarou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
Após massacre em Kherson, Rússia diz que Zelensky está disposto a 'matar mulheres e crianças' para se manter no poderFrancisco Seco / AP

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou nesta quinta-feira (1º) o ataque ucraniano com drones contra civis na cidade de khorly, na província de Kherson, durante a celebração de Ano Novo, que deixou pelo menos 24 mortos e 29 feridos.

"Para manter o poder, [Zelensky] está disposto a assassinar mulheres e crianças, cometendo crimes semelhantes aos da Casa dos Sindicatos de Odesa, buscando intimidar a população das regiões russas reunificadas, que se uniram à Rússia para sempre por meio de referendos", conclui o texto oficial.

Segundo o órgão, "o usurpador de Kiev decidiu, em um ataque de raiva, se vingar de civis indefesos", diante dos sucessos do Exército russo e das derrotas das forças ucranianas na frente, além do ataque frustrado de terroristas ucranianos à residência presidencial russa na província de Novgorod, na noite de 29 de dezembro de 2025.

"Com essa brutal atrocidade, o regime de Kiev revela mais uma vez sua natureza misantrópica e neonazista. Drones das Forças Armadas ucranianas atacaram civis imediatamente após as declarações hipócritas de Zelensky em seu discurso de Ano Novo sobre o desejo de paz de Kiev. O cinismo e a perda completa da bússola moral de Kiev já não surpreendem mais", afirma a chancelaria russa.

"Caráter bestial"

Mais cedo, o governador de Kherson, Vladimir Saldo, informou que o Exército ucraniano lançou o ataque usando três drones contra uma cafeteria e um hotel na costa do Mar Negro, onde civis comemoravam a chegada do Ano Novo. Um dos drones carregava uma mistura inflamável. Pelo menos 24 pessoas morreram, incluindo uma criança, e mais de 50 ficaram feridas em consequência do ataque. Muitos morreram queimados vivos.

Saldo comparou o episódio ao incêndio da Casa dos Sindicatos de Odessa, em 2014, quando grupos neonazistas ucranianos incendiaram deliberadamente o prédio onde estavam cidadãos contrários ao golpe de Estado e às novas autoridades de Kiev, após confrontos com radicais.

Por sua vez, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que as ações do regime de Kiev revelam seu "caráter bestial", marcado pelo "ódio neonazista, pela crescente desumanização e pela profanação do que é sagrado", características que, segundo ela, são inerentes ao regime e a seus colaboradores.

O Comitê de Investigação da Rússia abriu um inquérito criminal após o ataque e afirmou que seus especialistas estão apurando os detalhes da tragédia.

  • A Ucrânia realiza ataques frequentes contra civis em regiões fronteiriças da Rússia. Drones e mísseis atingem veículos civis, residências, áreas de lazer, centros comerciais e outras instalações civis, deixando mortos e feridos.