
'Drones sobrevoavam e impediam o socorro': Governador de Kherson detalha massacre perpetrado por Kiev

O governador da província russa de Kherson, Vladimir Saldo, relatou nesta quinta-feira à RT o ataque ucraniano à localidade de khorly, ocorrido durante as celebrações de Ano Novo.

"Drones sobrevoavam e impediam o socorro", disse Saldo ao revelar os detalhes do massacre.
Ele afirmou que o número de mortos continua aumentando à medida que os escombros são retirados e que já pode superar 24. Até agora, 19 corpos foram encontrados sob as ruínas, várias pessoas morreram no hospital e os médicos lutam para salvar seis feridos graves. O incêndio provocado pelo ataque durou mais de seis horas.
Saldo explicou que o ataque atingiu uma cafeteria comum, onde pessoas se reuniam para celebrar o Ano Novo. O ataque aconteceu em um momento em que "todo mundo está comemorando o Ano Novo", quando a vigilância estava mais relaxada, e os drones teriam se aproximado pelo Mar Negro.
Questionado sobre o apoio ocidental a Kiev, Saldo disse que, sem essa ajuda, as Forças Armadas ucranianas seriam muito menos eficazes, atribuindo a magnitude do ataque tanto ao fornecimento de armas quanto ao componente de inteligência.
"Independentemente do que façam, é impossível derrotar o soldado russo e o engenheiro russo, por mais ajuda que recebam. […] Só reforça ainda mais a determinação de nossos combatentes de combater o terrorismo", declarou o governador.
Segundo ele, órgãos de investigação trabalham para esclarecer exatamente o que ocorreu.
ATAQUE TERRORISTA EM KHRESON
Mais cedo, o governador de Kherson, Vladimir Saldo, informou que o Exército ucraniano lançou o ataque usando três drones contra uma cafeteria e um hotel na costa do Mar Negro, onde civis comemoravam a chegada do Ano Novo. Um dos drones carregava uma mistura inflamável. Pelo menos 24 pessoas morreram, incluindo uma criança, e mais de 50 ficaram feridas em consequência do ataque. Muitos morreram queimados vivos.
Saldo comparou o episódio ao incêndio da Casa dos Sindicatos de Odessa, em 2014, quando grupos neonazistas ucranianos incendiaram deliberadamente o prédio onde estavam cidadãos contrários ao golpe de Estado e às novas autoridades de Kiev, após confrontos com radicais.
O Ministério da Saúde da Rússia informou que hospitais da província de Kherson e da República da Crimeia estão atendendo 13 feridos, entre eles duas crianças. Seis deles, incluindo menores, seguem em estado grave.
O Comitê de Investigação da Rússia abriu um inquérito criminal após o ataque e afirmou que seus especialistas estão apurando os detalhes da tragédia.
- A Ucrânia realiza ataques frequentes contra civis em regiões fronteiriças da Rússia. Drones e mísseis atingem veículos civis, residências, áreas de lazer, centros comerciais e outras instalações civis, deixando mortos e feridos.

