Governo Lula tentará negociar com a China taxação imposta à carne brasileira

Medida chinesa, anunciada nesta quarta-feira (31), prevê cotas por país a partir de 2026 e tarifa de 55% sobre volumes excedentes da carne bovina brasileira.

O governo brasileiro divulgou, nesta quarta-feira (31), um comunicado sobre o anúncio da China de que irá taxar parte das importações de carne bovina do Brasil e de outros países em até 55%.

''O governo brasileiro tem agido de forma coordenada com o setor privado e seguirá atuando junto ao governo chinês tanto em nível bilateral quanto no âmbito da OMC, com vistas a mitigar o impacto da medida e defender os interesses legítimos dos trabalhadores e produtores do setor'', lê-se na nota do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços brasileiro.

Ao longo do documento, a pasta destaca a legitimidade das medidas chinesas, observando que o uso de tarifas como "instrumento de defesa comercial" é uma prática reconhecida internacionalmente, inclusive pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

No entanto, o texto ressalta que o setor pecuário brasileiro tem contribuído de forma consistente e confiável para a segurança alimentar da China, com produtos sustentáveis e competitivos, submetidos a rigorosos controles sanitários.

Entenda:

Nesta quarta-feira (31), a China anunciou que vai estabelecer cotas tarifárias específicas por país sobre importações de carne bovina que excederem uma determinada quantidade. Elas entrarão em vigor no dia 1º de janeiro de 2026 e se estenderão até 31 de dezembro de 2028.

No caso brasileiro, a medida cria cota anual inicial de 1,1 milhão. As importações excedentes serão alvo de uma tarifa de 55%, além das tarifas atualmente em vigor.