EUA sancionam empresas e petroleiros chineses por atuação no setor petrolífero da Venezuela

Medidas do Departamento do Tesouro incluem quatro companhias e navios ligados ao transporte de petróleo venezuelano

Em mais um capítulo da ofensiva contra a Venezuela, e após a apreensão de petroleiros no Caribe, os Estados Unidos impuseram sanções a quatro empresas chinesas e a navios petroleiros por "operar no setor petrolífero venezuelano". A informação foi divulgada nesta quarta-feira (31) pelo Departamento do Tesouro norte-americano.

As entidades e embarcações sancionadas foram incluídas na lista de Nacionais Especialmente Designados (SDN) do Office of Foreign Assets Control (OFAC), órgão responsável pela aplicação das sanções.

As empresas atingidas, todas com sede na China, são Aries Global, Corniola, Krape Myrtle e Winky International.

Já os petroleiros incluídos na lista SDN, vinculados a essas companhias, são Della e Valiant, ambos com bandeira de Hong Kong; Nord Star, registrado no Panamá; e Rosalind, com bandeira da Guiné.

Justificativa de Washington:

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos justificou a medida alegando, mais uma vez sem apresentar provas, que alguns dos navios "fazem parte da frota paralela que presta serviços à Venezuela" e "continuam fornecendo recursos financeiros" ao governo do presidente Nicolás Maduro, que Washington classifica como "narcoterrorista" e "ilegítimo".

"A medida de hoje é mais um sinal de que aqueles que participam do comércio petrolífero venezuelano continuam enfrentando riscos significativos de sanções", advertiu o governo norte-americano.

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