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EUA sancionam empresas e petroleiros chineses por atuação no setor petrolífero da Venezuela

Medidas do Departamento do Tesouro incluem quatro companhias e navios ligados ao transporte de petróleo venezuelano
EUA sancionam empresas e petroleiros chineses por atuação no setor petrolífero da VenezuelaJosé Isaac Bula Urrutia / Legion-Media

Em mais um capítulo da ofensiva contra a Venezuela, e após a apreensão de petroleiros no Caribe, os Estados Unidos impuseram sanções a quatro empresas chinesas e a navios petroleiros por "operar no setor petrolífero venezuelano". A informação foi divulgada nesta quarta-feira (31) pelo Departamento do Tesouro norte-americano.

As entidades e embarcações sancionadas foram incluídas na lista de Nacionais Especialmente Designados (SDN) do Office of Foreign Assets Control (OFAC), órgão responsável pela aplicação das sanções.

As empresas atingidas, todas com sede na China, são Aries Global, Corniola, Krape Myrtle e Winky International.

Já os petroleiros incluídos na lista SDN, vinculados a essas companhias, são Della e Valiant, ambos com bandeira de Hong Kong; Nord Star, registrado no Panamá; e Rosalind, com bandeira da Guiné.

Justificativa de Washington:

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos justificou a medida alegando, mais uma vez sem apresentar provas, que alguns dos navios "fazem parte da frota paralela que presta serviços à Venezuela" e "continuam fornecendo recursos financeiros" ao governo do presidente Nicolás Maduro, que Washington classifica como "narcoterrorista" e "ilegítimo".

"A medida de hoje é mais um sinal de que aqueles que participam do comércio petrolífero venezuelano continuam enfrentando riscos significativos de sanções", advertiu o governo norte-americano.

Agressões dos EUA

  • Escalada militar: em agosto, os Estados Unidos enviaram navios de guerra, submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, sob o pretexto de "combater o narcotráfico". Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, matando dezenas de pessoas.
  • Falsos pretextos: Washington acusou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sem provas ou fundamentação, de liderar um suposto "cartel de drogas". As mesmas acusações infundadas foram feitas contra o presidente colombiano Gustavo Petro, que condenou os ataques mortais contra embarcações nas águas da região.
  • Infiltrações de inteligência: Donald Trump admitiu ter autorizado a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano, em meados de outubro. Maduro indagou: "Alguém acredita que a CIA não opera na Venezuela há 60 anos? (...) [Que] não conspira contra o comandante Chávez e contra mim há 26 anos?", perguntou ele.
  • Postura venezuelana: Maduro denuncia que o verdadeiro objetivo dos EUA é uma "mudança de regime" para se apoderar da imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela.
  • Condenação internacional: O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou os bombardeios realizados pelos EUA contra pequenas embarcações, sob alegações de "combate ao narcotráfico", que resultaram em pelo menos 100 mortos. Os bombardeios também foram condenados pelos governos de países como Rússia, ColômbiaMéxico e Brasil. Peritos da ONU afirmaram que as ações americanas se tratam de "execuções sumárias", em violação ao direito internacional.