A China realizou nesta terça-feira (30) exercícios com fogo real de longo alcance em águas ao norte de Taiwan, envolvendo forças terrestres, aéreas, navais e de mísseis do Comando do Teatro Oriental.
Segundo comunicado do comando, durante as manobras intituladas "Missão Justiça 2025" foram mobilizados "destróieres, fragatas, caças e bombardeiros para realizar exercícios de identificação e verificação, alerta e expulsão, simulações de ataque, assalto a alvos marítimos, bem como operações antiaéreas e antissubmarinas em águas ao norte e ao sul da ilha".
Os exercícios começaram ainda na manhã de segunda-feira (30). O porta-voz militar Shi Yi afirmou que as manobras constituem "um severo alerta às forças separatistas que buscam a independência de Taiwan e defendem a ingerência externa", além de serem "uma medida legítima e necessária para salvaguardar a soberania e a unidade nacional da China".
Nas redes, a administração taiwanesa informou ter detectado um aumento da atividade militar chinesa ao redor da ilha, com 130 aeronaves militares, 14 navios de guerra e oito embarcações operando no espaço aéreo e nas águas próximas. De acordo com as informações, 90 aeronaves cruzaram a linha média do Estreito de Taiwan em direção às zonas de identificação de defesa aérea norte, central, sudoeste e leste da ilha.
As manobras ocorrem após a aprovação, pelos Estados Unidos, de um pacote de armamentos para Taiwan avaliado em mais de US$ 11 bilhões. Pequim considera que a medida "viola a soberania, a segurança e a integridade territorial da China" e prometeu uma resposta "firme e contundente".
- Taiwan se autogoverna com uma administração própria desde 1949, enquanto a China considera a ilha uma parte inalienável de seu território. A maioria dos países, incluindo Brasil e Rússia, reconhece Taiwan como parte integrante da República Popular da China.
- Diante das declarações separatistas das autoridades de Taiwan, Pequim ressalta que a região "nunca foi um país, nem jamais será", afirmando que "Taiwan é uma parte inalienável do território da China".