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Vorcaro mandava 'subordinados' assinarem documentos comprometedores por ele - Folha

Horas antes da prisão, o banqueiro se reuniu com diretor de fiscalização do Banco Central para tratar de negociações do conglomerado, segundo apuração da imprensa.
Vorcaro mandava 'subordinados' assinarem documentos comprometedores por ele - FolhaReprodução/Redes Sociais

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, evitava assinar documentos considerados comprometedores e delegava a tarefa a subordinados e pessoas de confiança do banco, segundo relatos de pessoas próximas ouvidas pelo jornal Folha de S.Paulo em publicação desta terça-feira (30).

A prática envolvia papéis ligados a empresas apontadas como de fachada, que teriam sido usadas para captar até R$ 12 bilhões no mercado financeiro.

Aliados de Vorcaro afirmam que a ausência de sua assinatura integrava uma estratégia deliberada para reduzir riscos legais. Ainda assim, a medida não afasta a possibilidade de responsabilização do banqueiro nas investigações em curso.

Fontes próximas citam outros elementos que pesam contra Vorcaro, como conversas, mensagens telefônicas e indícios de que ele exercia comando direto sobre ações de subordinados, mesmo sem formalizar decisões por meio de assinaturas.

Vorcaro se reuniu com diretor do BC antes de ser preso

Horas antes de ser preso pela Polícia Federal, em 17 de novembro, sob acusação de participar de um esquema de fraude que teria movimentado até R$ 12 bilhões, Vorcaro se reuniu por videoconferência com o diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Aílton de Aquino Santos, segundo apuração da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

A reunião, com cerca de 40 minutos de duração, contou também com a presença do chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC, Belline Santana. No encontro, Vorcaro apresentou detalhes de negociações em andamento "na busca de uma solução de mercado para o Conglomerado Master", de acordo com documento do próprio banco posteriormente usado pela defesa do executivo.