
Kremlin comenta possível resposta ao ataque de Kiev contra residência de Putin

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse nesta terça-feira (30) que as Forças Armadas da Rússia já têm planejada a resposta ao ataque feito pelo regime de Kiev contra uma das residências oficiais de Vladimir Putin.
"Do ponto de vista militar, nossas Forças Armadas sabem como, com quais meios e no momento certo vão responder", afirmou Peskov em entrevista, onde mencionou também o discurso de Natal de Zelensky desejando a morte do presidente russo.

Ele acrescentou que essas ações terão consequências diplomáticas e vão tornar mais dura a postura da Rússia nas negociações.
"Na verdade, esse ato terrorista tem como objetivo atrapalhar o processo de negociação. Não é apenas um ataque dirigido pessoalmente ao presidente Putin."
Segundo Peskov, o ato também teria como alvo Donald Trump, já que visa impedir "esforços para facilitar uma resolução pacífica do conflito ucraniano, um conflito tão complexo".
"Mas os presidentes mantêm a confiança no diálogo e o seguem adiante. Provocações assim, atos de terrorismo de Estado, não conseguem abalar esse nível de confiança entre os dois líderes", enfatizou o porta-voz.
Ele ainda reforçou que a Rússia não vai se retirar do processo de negociações de paz e continuará o diálogo, especialmente com Washington.
Entenda:
Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, revelou que o regime de Kiev lançou um ataque terrorista com mais de 90 veículos aéreos não tripulados de longo alcance contra a residência oficial do presidente russo.
Segundo o chanceler, o ataque ocorreu na noite de 28 para 29 de dezembro. Ele detalhou que todos os projéteis foram derrubados pelos sistemas de defesa antiaérea e que não há vítimas ou danos.
Vladimir Putin e Donald Trump mantiveram na segunda-feira (28) uma nova conversa telefônica. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, descreveu o diálogo como ''positivo''.
