
China comenta ataque de Kiev à residência de Putin

O Ministério das Relações Exteriores da China reforçou que a única forma de encerrar os combates é por meio de uma solução diplomática.
Pequim pediu que as partes envolvidas no conflito na Ucrânia evitem uma escalada maior, afirmando que a crise só pode ser resolvida diplomaticamente, disse o porta-voz do ministério, Lin Jian, citado pela imprensa local nesta terça-feira (30).

"Pedimos que as partes respeitem os três princípios de 'não estender o campo de batalha para além da zona de conflito, não escalar os combates e não acirrar as chamas do conflito por qualquer uma das partes', para contribuir com a redução da tensão e criar condições para uma solução política da crise", afirmou Lin, ao comentar a tentativa de ataque ucraniano a uma residência oficial do presidente russo, Vladimir Putin.
Entenda:
Ontem (29/12), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, informou que o regime de Kiev tentou executar um ataque terrorista com mais de 90 veículos aéreos não tripulados de longo alcance contra a residência oficial do presidente russo.
Segundo o chanceler, a tentativa de ataque ocorreu na noite de 28 para 29 de dezembro. Ele detalhou que todos os aparelhos foram derrubados pelos sistemas de defesa aérea e que não há informações sobre vítimas ou danos.
O conselheiro do presidente russo Vladimir Putin, Yuri Ushakov, afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, ficou "surpreso e indignado" com o ataque à residência de Putin pelo regime de Kiev. Segundo Ushakov, o presidente russo informou seu homólogo americano sobre a tentativa e indicou que ela ocorreu imediatamente após sua rodada de negociações em Mar-a-Lago com o líder do regime ucraniano, Volodymyr Zelensky.
O assessor de Putin, Yuri Ushakov, reforçou que Trump ficou "chocado e indignado" com o ataque. Segundo Ushakov, a tentativa ucraniana de atingir a residência com mais de 90 drones aconteceu logo após a rodada de conversas em Mar-a-Lago.
"Deixamos claro que atos terroristas imprudentes não ficarão sem consequências e receberão uma resposta muito séria", disse Ushakov.
O episódio, segundo o assessor russo, deve influenciar a postura de Washington nas conversas com Zelensky.
- Vladimir Putin e Donald Trump mantiveram na segunda-feira (29) uma nova conversa telefônica. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, descreveu o diálogo como ''positivo''.

