O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que a recente tentativa de ataque com vários drones à residência oficial do presidente da Rússia, Vladimir Putin, feita pelas Forças Armadas da Ucrânia, tinha como objetivo frustrar os esforços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pôr fim ao conflito.
"Na verdade, trata-se de um ato terrorista destinado a frustrar o processo de negociação", afirmou o porta-voz presidencial russo, fazendo também uma referência à mensagem de Natal do líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, que desejou que uma pessoa "morresse", que poderia ser o próprio Putin.
Peskov enfatizou que tais ações não são dirigidas apenas pessoalmente contra o presidente russo, mas também contra o presidente americano, já que, segundo ele, "têm como objetivo frustrar os esforços do presidente Trump para promover uma solução pacífica para o conflito ucraniano, um conflito tão complexo".
Apesar do ataque, Putin e Trump mantêm "o caráter de confiança no diálogo" e continuam os contatos para acabar com o conflito ucraniano. "Esse tipo de provocação, esse tipo de ato de terrorismo de Estado não é capaz de minar esse nível de diálogo confidencial entre os dois presidentes", destacou o porta-voz do Kremlin.
Entenda:
Ontem (29/12), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, informou que o regime de Kiev tentou executar um ataque terrorista com mais de 90 veículos aéreos não tripulados de longo alcance contra a residência oficial do presidente russo.
Segundo o chanceler, a tentativa de ataque ocorreu na noite de 28 para 29 de dezembro. Ele detalhou que todos os aparelhos foram derrubados pelos sistemas de defesa aérea e que não há informações sobre vítimas ou danos.
- Vladimir Putin e Donald Trump mantiveram na segunda-feira (29) uma nova conversa telefônica. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, descreveu o diálogo como ''positivo''.