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Incêndio em galpão de empresa venezuelana é controlado; autoridades locais descartam ataque dos EUA

Rumores de ataque surgiram após Donald Trump afirmar ter destruído "uma grande instalação", mas empresa venezuelana nega envolvimento e afirma que o incêndio foi acidental.
Incêndio em galpão de empresa venezuelana é controlado; autoridades locais descartam ataque dos EUARedes Sociais

A empresa venezolana Primazol informou que um incêndio atingiu um galpão de sua sede em Maracaibo, no estado de Zulia, e negou versões que circulavam nas redes sociais sobre um suposto ataque dos Estados Unidos às suas instalações.

A distribuidora de matéria-prima e insumos químicos esclareceu que o incidente, ocorrido na madrugada do dia 24 de dezembro, "se deveu a um acidente elétrico no sistema de fiação interna" e foi controlado rapidamente, sem causar ferimentos a funcionários.

O caso foi confirmado inicialmente em um comunicado divulgado em 27 de dezembro. Em nova nota, publicada nesta segunda-feira, a empresa repudiou as versões que circularam nas redes sociais, apontando que tinham o objetivo de prejudicar a reputação do fundador e da organização.

"Afirmamos, com responsabilidade, que tais declarações não têm relação alguma com o incidente ocorrido e não correspondem a informações oficiais ou verificadas", destacou a Primazol. A companhia também reforçou seu compromisso com o desenvolvimento industrial e informou que "estão sendo realizadas atividades de limpeza e avaliação em coordenação com as autoridades competentes".

As especulações surgiram após declarações do então presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou em entrevista à rádio ter destruído "uma grande instalação" supostamente vinculada ao narcotráfico, sem detalhar a localização ou outras informações.

Agressões dos EUA

  • Escalada militar: em agosto, os Estados Unidos enviaram navios de guerra, submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, sob o pretexto de "combater o narcotráfico". Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, matando dezenas de pessoas.
  • Falsos pretextos: Washington acusou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sem provas ou fundamentação, de liderar um suposto "cartel de drogas". As mesmas acusações infundadas foram feitas contra o presidente colombiano Gustavo Petro, que condenou os ataques mortais contra embarcações nas águas da região.
  • Infiltrações de inteligência: Donald Trump admitiu ter autorizado a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano, em meados de outubro. Maduro indagou: "Alguém acredita que a CIA não opera na Venezuela há 60 anos? (...) [Que] não conspira contra o comandante Chávez e contra mim há 26 anos?", perguntou ele.
  • Postura venezuelana: Maduro denuncia que o verdadeiro objetivo dos EUA é uma "mudança de regime" para se apoderar da imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela.
  • Condenação internacional: O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou os bombardeios realizados pelos EUA contra pequenas embarcações, sob alegações de "combate ao narcotráfico", que resultaram em pelo menos 100 mortos. Os bombardeios também foram condenados pelos governos de países como Rússia, ColômbiaMéxico e Brasil. Peritos da ONU afirmaram que as ações americanas se tratam de "execuções sumárias", em violação ao direito internacional.