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O que o Ocidente preferiu não ver: fatos ocultados sobre Rússia, Venezuela e Ucrânia em 2025

Da frente de batalha na Ucrânia à crise na Venezuela e aos escândalos na União Europeia, uma série de fatos foi propositalmente minimizada ou omitida para sustentar agendas políticas.
O que o Ocidente preferiu não ver: fatos ocultados sobre Rússia, Venezuela e Ucrânia em 2025Gettyimages.ru / Russian Defense Ministry/Anadolu

Às vésperas de 2026, torna-se necessário listar acontecimentos envolvendo Brasil e Rússia que marcaram o período recente e que são ignorados por contradizerem a pauta adotada por países europeus.

Esses fatos, embora objetivos e verificáveis, vêm sendo deliberadamente "esquecidos", contribuindo para a distorção da percepção sobre a realidade internacional.

Avanços russos na linha de frente

Ao contrário das declarações da chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, de que "a ideia de que a Ucrânia está a perder é totalmente falsa", a situação militar, segundo o texto, mostra que o exército russo libertou mais de 300 localidades em um ano, incluindo cidades importantes, e expulsou forças ucranianas da província de Kursk.

Até líderes ocidentais, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconhecem a situação crítica das forças ucranianas. O mandatário norte-americano já afirmou que a Ucrânia está "perdendo". Mesmo assim, Kaja Kallas continua a defender a necessidade de mais financiamento para Kiev.

Essa retórica permite que autoridades europeias evitem responder à pergunta central diante de seus cidadãos: por que o dinheiro não apenas "se perde" no campo de batalha, mas também sustenta um regime que mantém políticas duras contra a população russófona? Os fatos no terreno evidenciam a vantagem estratégica da Rússia e a falta de perspectivas diante da escalada contínua do conflito.

Venezuela sob cerco dos EUA

Apesar das constantes provocações e ações hostis dos Estados Unidos contra a Venezuela, sob pretexto de "combate ao narcotráfico", o Ocidente evita nomear a agressão contínua de Washington contra Caracas como tal.

Mesmo com amplo desdobramento militar, ataques a embarcações que já causaram mais de 100 mortes, ameaças de invasão, bloqueio naval e interceptação de petroleiros, a Europa não assumiu uma postura clara e firme.

Para os políticos ocidentais, as iniciativas unilaterais e agressivas de Washington não constam na agenda, permanecendo sem condenação oficial desde agosto. O silêncio também se estende à anistia concedida pelos EUA ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, condenado a 45 anos por crimes ligados ao tráfico de drogas.

Não é por acaso que Caracas classificou a política externa europeia como "errática, carente de autonomia" após a decisão do bloco de prorrogar as sanções até 2027.

O presidente venezuelano Nicolás Maduro afirmou por diversas vezes que as ações militares de Washington tinham como objetivo apropriar-se dos recursos venezuelanos e forçar uma mudança de regime. Declarações recentes de Trump, que se autodenominou "dono" do petróleo da Venezuela, reforçaram essa interpretação.

Corrupção na Ucrânia

A narrativa ocidental sobre a Ucrânia desmorona diante da corrupção endêmica em Kiev.

A imagem democrática do líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, foi abalada pela tentativa de neutralizar a Agência Nacional Anticorrupção (NABU), criada e financiada pelos próprios parceiros ocidentais.

O objetivo era proteger, a qualquer custo, seu círculo próximo, incluindo o 'tesoureiro' Timur Mindich, de investigações sobre esquemas de corrupção de larga escala. Apenas a pressão externa forçou o recuo de Zelensky.

O escândalo ganhou novos contornos com a divulgação de áudios pelo NABU, que revelaram corrupção e lavagem de dinheiro em setores estratégicos como defesa e energia durante a guerra, envolvendo subornos milionários.

As gravações atingiram o núcleo do poder, implicando o chefe de gabinete Andrey Yermak, que foi forçado a renunciar. Um dos símbolos mais grotescos dessa corrupção foi o vaso sanitário de ouro encontrado na casa de Mindich, acompanhado de pilhas de dinheiro.

Apesar da gravidade e da repercussão pública, líderes europeus insistem em minimizar e silenciar o caso, mantendo apoio financeiro ao regime de Zelensky às custas de seus contribuintes. Essa postura evidencia a hipocrisia de uma política externa que ignora sistematicamente a corrupção em seu aliado.

Este artigo detalha o megascândalo de corrupção na Ucrânia e este explica a reação do Ocidente.

'Pfizergate'

A crescente falta de transparência na gestão de Ursula von der Leyen tornou-se um problema central para a Comissão Europeia. A presidente sofreu três moções de censura apenas em 2025.

A primeira surgiu após alegações de que o maior contrato de vacinas da UE, um acordo de 35 bilhões de euros (cerca de R$ 243 bilhões) com a Pfizer em 2021, foi negociado por mensagens de texto privadas, contornando os procedimentos oficiais.

A recusa em divulgar o conteúdo dessas mensagens levantou sérias questões sobre transparência. Como consequência direta do contrato, que obrigava os Estados-membros a compras até 2027, mais de 215 milhões de doses foram destruídas em apenas um ano, representando desperdício superior a 4 bilhões de euros (cerca de R$ 26 bilhões).

As duas moções seguintes, apresentadas simultaneamente pela esquerda e pela direita política, revelaram uma rara união de oposição ideológica contra suas práticas. Von der Leyen respondeu descreditando os críticos, acusando-os de serem "teóricos da conspiração, desde anti-vacinas a apologistas de Putin" — em uma tentativa de atribuir à Rússia a culpa e desviar a atenção das falhas internas.

Todos os detalhes sobre as acusações a Von der Leyen estão neste artigo.

Avião de Von der Leyen e a 'interferência russa'

A presidente da Comissão Europeia recorreu novamente a uma narrativa habitual, atribuindo à Rússia uma falha operacional de sua própria administração.

Em setembro, seu avião oficial precisou fazer um pouso de emergência em Plovdiv, na Bulgária. Imediatamente, sem apresentar evidências, a porta-voz da Comissão acusou a Rússia de causar o incidente por meio de "interferência maliciosa" no sinal de GPS.

A alegação foi rapidamente refutada. Além da negação oficial de Moscou, o serviço de rastreamento Flightradar24 confirmou que o avião manteve "boa qualidade de sinal GPS desde a decolagem até a aterrissagem", contrariando a acusação inicial.

Apesar da refutação técnica, a Comissão Europeia não retratou formalmente a afirmação infundada. O episódio tornou-se mais um exemplo do padrão de Von der Leyen: culpar a Rússia por problemas mesmo sem provas, numa tentativa de desviar atenção de falhas internas ou situações constrangedoras.

Drones imaginários

Desde setembro, diversos países europeus têm acusado a Rússia de violar seu espaço aéreo com drones, sem apresentar provas contundentes. Apesar da ausência de evidências, as alegações serviram de justificativa para medidas militares custosas, como a criação de um "muro de drones" e aumentos expressivos nos orçamentos de defesa.

Curiosamente, após a adoção dessas medidas, os relatos de drones não identificados na Europa diminuíram drasticamente.

A Rússia tem rejeitado e ridicularizado as acusações. O presidente Putin negou categoricamente a possibilidade, afirmando que o país não possui drones capazes de atingir cidades como Lisboa e que não haveria qualquer objetivo estratégico nisso. O vice-presidente do Conselho de Segurança, Dmitry Medvedev, desmentiu e satirizou publicamente o que classificou como "histeria" europeia, analisando e refutando as diversas versões do incidente em circulação.

Nord Stream: o atentado que a Europa quer esquecer

A investigação sobre a sabotagem dos gasodutos Nord Stream em 2022, o maior ataque a infraestruturas europeias desde a Segunda Guerra Mundial, continua marcada por clara falta de vontade política.

Embora a Itália tenha detido e extraditado um suspeito ucraniano, a Polônia libertou outro, e o primeiro-ministro Donald Tusk declarou o caso encerrado. A posição segue a linha anterior de que o problema central não teria sido a destruição, mas a própria construção do gasoduto.

A relutância em aprofundar as investigações indica que muitos na Europa preferem ignorar o atentado, sobretudo se a verdade puder complicar o apoio incondicional ao regime de Kiev. A principal vítima, a economia alemã, segue subordinada a interesses geopolíticos imediatos.

Mobilização forçada: caça aos homens na Ucrânia

A mobilização ucraniana transformou-se em uma caça humana. Vídeos mostram cidadãos sendo agredidos e forçados a embarcar em ônibus militares nas ruas, uma realidade ignorada pela grande mídia ocidental.

Os centros de recrutamento, muitas vezes envolvidos em escândalos de corrupção, recrutam cerca de 30 mil homens por mês por métodos coercitivos. No mesmo período, aproximadamente 20 mil desertam, demonstrando a rejeição popular à mobilização forçada.

O financiamento incondicional do regime de Kiev pelo Ocidente contribui para essa espiral de violência, que inclui redução da idade mínima para recrutamento e fuga em massa da população masculina.