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Richardson: Brasil e EUA devem se unir contra crescente influência da China

Ambos os países são "democracias de mentalidade semelhante", argumentou a general Laris Richardson durante sua visita ao Brasil.
Richardson: Brasil e EUA devem se unir contra crescente influência da ChinaAP / Jose Luis Magana

O Brasil e os Estados Unidos devem se unir contra o crescente protagonismo da China na América Latina, defendeu a general Laura Richardson, chefe norte-americana do Comando Sul, em uma entrevista publicada na sexta-feira pelo Valor Econômico. 

De acordo com a general, ambos os países são "democracias de mentalidade semelhante", enquanto a China, por ser uma nação "comunista", "não respeita os direitos de seu próprio povo". "São 200 anos [de relações entre EUA e Brasil]. E se você quiser comparar com a China, são 50 anos", argumentou.

''E não é uma relação de ganha-perde, não é assim que operamos. Como democracias, respeitamos uns aos outros'', acrescentou a general, destacando que Washington sempre procura por negociações em que ambos os lados "se beneficiem".

Nesse contexto, Richardson questionou a adesão do Brasil à iniciativa do Cinturão e Rota, que deve ser discutida em uma eventual visita de Xi Jinping ao Brasil no final do ano. ''O que aprendemos é que a Cinturão e Rota parece muito boa na parte inicial, mas há muitas letras miúdas. E é preciso ler essas letras miúdas para ver todas as condições''.

A general também sugeriu que os EUA, que tradicionalmente apoiou regimes autoritários e milícias na América Latina para conter a expansão do comunismo na região, está mudando a sua postura, e passando a focar mais no "soft power", e não mais no "poder militar duro". ''Quando consideramos a assistência humanitária e a resposta a desastres, somos muito bem treinados nisso'', argumentou.

Apesar das declarações, a assistência humanitária fornecida pela maior economia do mundo em resposta à catástrofe ambiental no Rio Grande do Sul é quatro vezes menor do que a doação anunciada pelo Timor Leste - um pequeno país no sudeste asiático. Recentemente, esse fato provocou discussões e repercutiu mal nas redes sociais, causando danos à imagem dos EUA.