Notícias

Ucrânia participa pela 1ª vez de exercícios simulando 'defesa coletiva' do Artigo 5º da OTAN

O artigo em questão estabelece que um ataque armado contra qualquer país da aliança é considerado um ataque a todos os Estados-membros; especialistas ucranianos se juntaram a 1.500 militares e civis europeus em manobras que testaram operações combinadas em múltiplos domínios.
Ucrânia participa pela 1ª vez de exercícios simulando 'defesa coletiva' do Artigo 5º da OTANGettyimages.ru / Thomas Krych / Anadolu

Representantes do Centro Conjunto de Análise, Treinamento e Educação (JATEC, na sigla em inglês), organização conjunta da OTAN e da Ucrânia, participaram pela primeira vez de exercícios para praticar o Artigo 5º da carta de segurança coletiva da aliança atlântica, que prevê proteção mútua a qualquer membro sob ataque, informou no domingo (28) o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia.

"A Ucrânia torna-se parte da arquitetura de defesa coletiva da OTAN: os especialistas ucranianos do JATEC reuniram-se pela primeira vez para praticar os mecanismos do Artigo 5.º do Tratado da OTAN durante os exercícios LOYAL DOLOS 2025", diz o comunicado.

Segundo o JATEC, as manobras contaram com a participação de 1.500 militares e especialistas civis em diferentes locais da Europa.

O treinamento LOYAL DOLOS foi criado para aprimorar e testar a capacidade da aliança de operar de forma coordenada em vários domínios simultaneamente, com foco em operações terrestres integradas a outros domínios. "Isto está em consonância com a estratégia da OTAN de criar forças mais interligadas e adaptáveis”, explicou a organização.

  • O Artigo 5º do Tratado da OTAN estabelece que um ataque armado contra qualquer país da aliança é considerado um ataque a todos os Estados-membros.
  • Moscou reitera que não tem intenção de atacar países da Europa ou da OTAN. O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, afirmou em 22 de dezembro que a Rússia "não persegue os objetivos de conquista que lhe são atribuídos".
  • A Rússia também rejeitou repetidamente os planos de adesão da Ucrânia à aliança, considerando-os inaceitáveis para sua segurança, e alertou para as graves consequências de tais iniciativas.