
Tucker Carlson atribui aos EUA responsabilidade por mortes em Gaza e ataca governo Netanyahu

O jornalista e comunicador norte-americano Tucker Carlson afirmou que os Estados Unidos são "responsáveis pelos assassinatos em massa" cometidos pelo governo do primeiro-ministro israelense, Benjamín Netanyahu, na Faixa de Gaza. Para ele, a relação entre Washington e Tel Aviv não traz benefícios aos interesses norte-americanos.
🇺🇸🇮🇱 Tucker Carlson atribui aos EUA responsabilidade por mortes em Gaza e ataca governo NetanyahuO jornalista e comunicador questiona aliança com Israel e acusa premiê de exercer influência sobre a política americana. pic.twitter.com/MrUQiyhZyg
— RT Brasil (@rtnoticias_br) December 27, 2025
Para Carlson, é assim que os Estados Unidos acabaram se atrelando ao conflito em Gaza. "Por que somos responsáveis pelos assassinatos em massa de Bibi [Benjamín Netanyahu]? Somos, em parte, porque muitos americanos foram convencidos, repetidas vezes, de que Israel seria o aliado mais importante dos Estados Unidos. Isso não faz sentido. Israel não é um aliado estratégico. Na prática, é um peso", disse à revista The American Conservative.
Segundo o jornalista, esse tipo de posicionamento faz com que ele próprio seja rotulado como "antissemita". O termo, diz Carlson, costuma ser utilizado para classificar críticos das políticas adotadas por Israel contra o povo palestino, políticas que especialistas das Nações Unidas e alguns governos já descreveram como "genocídio" e "carnificina".

Crítico declarado de Netanyahu, Carlson também já acusou o primeiro-ministro israelense de fazer comentários ofensivos sobre os Estados Unidos e de alegar influência direta sobre a cúpula do governo americano. Em setembro do ano passado, durante uma conversa com o jornalista Glenn Greenwald, ele afirmou que Netanyahu dizia controlar os principais centros de poder em Washington, incluindo o então presidente Donald Trump.
"Bibi anda por aí, isso é um fato, não estou inventando, porque falei com pessoas a quem ele disse isso, anda pelo Oriente Médio, sua região, seu próprio país, dizendo às pessoas, sem rodeios: 'Eu controlo os EUA. Eu controlo Donald Trump'", relatou Carlson.
