Médicos não definem alta e estudam novo procedimento em Bolsonaro

A equipe médica responsável pela cirurgia de Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista coletiva à imprensa nesta quinta-feira (25), que o ex-presidente já acordou da anestesia geral e foi encaminhado ao quarto do Hospital DF Star, em Brasília.
O cirurgião Cláudio Birolini explicou que Bolsonaro passou por uma correção de hérnia inguinal bilateral, dos dois lados. "Procedimento cirúrgico realizado hoje transcorreu de acordo com o previsto, que foi uma hérnia inguinal bilateral, então o presidente tinha uma hérnia do tipo mista, direta e indireta e foi corrigida", afirmou.
Segundo Birolini, foi realizado um reforço da parede abdominal, com a colocação de uma tela de material plástico. O médico acrescentou que os cuidados nos próximos dias serão voltados à analgesia, fisioterapia e profilaxia de tromboembolismo, além do acompanhamento clínico contínuo.
Os médicos informaram que não há, até o momento, uma data definida para a alta hospitalar. De acordo com a equipe, a avaliação do quadro de saúde de Bolsonaro será feita diariamente, levando em consideração a resposta ao pós-operatório imediato.
O cardiologista Brasil Ramos Caiado destacou que a idade do ex-presidente exige atenção redobrada durante a recuperação. "Ele tem 70 anos, é um cuidado maior do que o normal, é comum nessa idade ter um cuidado específico", declarou.
A equipe também abordou a possibilidade de um novo procedimento para tratar os episódios de soluço relatados por Bolsonaro. Segundo Caiado, a decisão foi adiada para priorizar o tratamento clínico nos próximos dias e observar a evolução do quadro.
"Nós optamos por otimizar o tratamento clínico, melhorar a dieta, potencializar toda a medicação e observar nesses próximos dias a necessidade ou não desse procedimento", disse o cardiologista, indicando que a avaliação deve ser retomada na próxima segunda-feira (29).
A cirurgia foi realizada após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, concedida na terça-feira (22), permitindo a internação do ex-presidente, que cumpre pena de prisão na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
