Durante sua recente passagem por perto da Terra, o objeto interestelar 3I/ATLAS foi observado por diferentes grupos científicos, tanto na busca por possíveis sinais de tecnoassinaturas -. isso é, indícios de comunicação entre seres extraterrestres -, quanto para melhor compreender sua estrutura interna, informou o site IFL Science na quinta-feira (25).
Pesquisadores do projeto Breakthrough Listen, voltado à busca por inteligência extraterrestre, analisaram o 3I/ATLAS com o Telescópio Green Bank, na Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, para verificar se o corpo emitia sinais de rádio que pudessem indicar tecnologia alienígena.
Em 18 de dezembro, menos de um dia antes de sua maior aproximação do planeta, o objeto foi monitorado em uma ampla faixa de frequência, entre 1 e 12 gigahertz, com sensibilidade suficiente para detectar sinais muito fracos.
Após a análise, os cientistas identificaram nove "eventos" notáveis no espectro, todos atribuídos a interferências de rádio conhecidas, e não ao corpo celeste. Assim, nenhum sinal de tecnoaassinatura associado ao 3I/ATLAS foi detectado, reforçando a conclusão de que se trata de um cometa natural.
Cálculos para determinar o tamanho do seu núcleo
Pesquisadores da Universidade de Canterbury analisaram a trajetória do 3I/ATLAS e identificaram uma aceleração não gravitacional causada pela ejeção de material durante o aquecimento próximo ao Sol, fenômeno típico de cometas. A taxa de perda de massa, resultante da sublimação de gelo e poeira, é compatível com essa classificação.
Com base em dados de telescópios terrestres e de sondas em Marte, o diâmetro do núcleo foi estimado em cerca de 1 quilômetro, entre 820 e 1.050 metros, tamanho comparável ao de cometas do Sistema Solar. Os resultados afastam a hipótese de que o objeto tenha origem artificial.
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