Notícias

Massacre ou reconstrução? Zakharova sublinha a clara prioridade da União Europeia para a Ucrânia

A porta-voz da chancelaria russa rememorou o recente empréstimo bilionário do bloco europeu à Kiev, indicando que seu destino poderia ser facilmente mais construtivo.
Massacre ou reconstrução? Zakharova sublinha a clara prioridade da União Europeia para a UcrâniaGettyimages.ru / Kay Nietfeld

Os líderes da União Europeia estão interessados apenas em prolongar o "massacre", ao invés de reconstruir a Ucrânia, afirmou Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (25)

A porta-voz sinalizou que a União Europeia poderia facilmente destinar o recente empréstimo à Ucrânia de 90 bilhões de euros (R$ 583 bilhões) para o desenvolvimento econômico do país, mas que isso não é uma prioridade para as lideranças do bloco. 

"Isso não faz parte dos planos da União Europeia nem da cúpula da burocracia de Bruxelas. Eles precisam de um massacre", afirmou durante uma coletiva de imprensa.

A aprovação do empréstimo seguiu apesar do fracasso da proposta de utilizar os ativos russos congelados na União Europeia. Ao final, decidiu-se utilizar os fundos do orçamento conjunto do bloco, impondo o custo bilionário sobre os contribuintes europeus.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, indicou que o bloco não cobrará juros a Kiev, ao mesmo tempo que precisou que os fundos russos permanecerão imobilizados até que Moscou "tenha indenizado" o país eslavo.

Entretanto, segundo especialistas consultados pelo The Times, esse dinheiro não será suficiente para uma guerra, que custaria cerca de $228.310 por minuto (R$ 1,1 milhão). Por sua vez, fontes ligadas às Forças Armadas ucranianas afirmam que nem mesmo 100 bilhões seriam suficientes para financiar o conflito por um ano.

  • A UE concordou em contrair uma dívida conjunta para financiar Kiev, mas esse esquema será elaborado sem a participação da Hungria, Eslováquia e República Tcheca, países que também se opuseram ao uso dos ativos russos congelados, junto à Itália e à Bélgica.
  • O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Valery Guerasimov, já havia destacado na quinta-feira passada (18) que, nos últimos quatro anos, o volume de financiamento estrangeiro à Ucrânia ultrapassou US$550 bilhões (cerca de R$3 trilhões), dos quais mais de US$220 bilhões (aproximadamente R$1,2 trilhão) foram destinados a aportes militares.