O irmão de Jeffrey Epstein, Mark Epstein, reportou ao FBI em fevereiro de 2023 que a morte do financista não foi um suicídio e ocorreu porque estava preparado para fazer delações, de acordo com um relatório divulgado na terça-feira (23) pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
"Jeffrey Epstein foi assassinado em sua cela. Tenho motivos para acreditar que o mataram porque estava prestes a revelar nomes. Acredito que o presidente Trump autorizou seu assassinato", afirmou Mark, de acordo com o relatório.
O Departamento divulgou os arquivos acompanhados de uma ressalva que desqualifica parte de seu conteúdo como "alegações falsas e sensacionalistas" contra o presidente americano Donald Trump, que, por sua vez, nega qualquer vínculo com os crimes de Epstein.
De acordo com o Miami Herald, documentos confirmam que o FBI mantinha uma lista de dez possíveis cúmplices do financista, dentre os quais sete foram censurados.
O grande volume de informações omitidas dos arquivos provocou críticas generalizadas ao Departamento de Justiça, que, de acordo com a reportagem, deve justificar ao Congresso americano nas próximas semanas os critérios que utilizou para omitir nomes envolvidos.
- O Departamento de Justiça divulgou centenas de milhares de páginas de arquivos relacionados a Epstein na sexta-feira (19), cumprindo o prazo de 30 dias estabelecido pela lei bipartidária sancionada por Donald Trump. A legislação exigia a divulgação de todos os "registros, documentos, comunicações e materiais de investigação", sigilosos ou não, na máxima extensão permitida.
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