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VÍDEO: EUA atacam outro suposto 'barco do narcotráfico' no Pacífico

O ataque deixou um morto; o Comando Sul das forças armadas dos EUA não detalhou nem a que grupo de narcotráfico a embarcação pertenceria nem o local exato do ataque.
VÍDEO: EUA atacam outro suposto 'barco do narcotráfico' no PacíficoX/ @Southcom

Os Estados Unidos lançaram mais um ataque contra uma embarcação no Pacífico sob o pretexto de "combater o narcoterrorismo", informou nesta terça-feira (23) o Comando Sul das Forças Armadas dos EUA. A ação deixou uma pessoa morta.

"Em 22 de dezembro, sob as ordens do secretário de Guerra, Pete Hegseth, a Força-Tarefa Conjunta Lanza do Sul realizou um ataque cinético letal contra uma embarcação de perfil baixo operada por organizações terroristas designadas em águas internacionais", diz o comunicado publicado no X.

"A inteligência confirmou que a embarcação de perfil baixo transitava por rotas conhecidas de narcotráfico no Pacífico oriental e participava em operações de narcotráfico", alegaram.

O Comando Sul não detalhou a que grupo de narcotráfico a embarcação pertencia nem o local exato do ataque.

Em meio às tensões crescentes dos EUA com a Venezuela, o presidente Donald Trump declarou que planeja atacar por terra não apenas o país, mas qualquer local de onde "venham drogas".

Agressões dos EUA

Escalada militar: em agosto, os Estados Unidos enviaram navios de guerra, submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, sob o pretexto de "combater o narcotráfico". Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, matando dezenas de pessoas.


Falsos pretextos: Washington acusou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sem provas ou fundamentação, de liderar um suposto "cartel de drogas". As mesmas acusações infundadas foram feitas contra o presidente colombiano Gustavo Petro, que condenou os ataques mortais contra embarcações nas águas da região.

Infiltrações de inteligência: Donald Trump admitiu ter autorizado a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano, em meados de outubro. Maduro indagou: "Alguém acredita que a CIA não opera na Venezuela há 60 anos? (...) [Que] não conspira contra o comandante Chávez e contra mim há 26 anos?", perguntou ele.

Postura venezuelana: Maduro denuncia que o verdadeiro objetivo dos EUA é uma "mudança de regime" para se apoderar da imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela.

Condenação internacional: O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou os bombardeios realizados pelos EUA contra pequenas embarcações, sob alegações de "combate ao narcotráfico", que resultaram em pelo menos 75 mortos. Os bombardeios também foram condenados pelos governos de países como Rússia, Colômbia, México e Brasil. Peritos da ONU afirmaram que as ações americanas se tratam de "execuções sumárias", em violação ao direito internacional.