A Geração Z está reformulando drasticamente suas aspirações profissionais em resposta ao avanço da inteligência artificial (IA). Um relatório da plataforma de carreiras Zety, baseado em uma pesquisa com cerca de mil jovens norte-americanos, mostrou que 65% não acreditam que um diploma universitário os proteja da perda de emprego para a automação.
Diante desse cenário, 43% já modificaram seus planos de carreira por causa da IA. Outros 40% estão buscando capacitação e certificações por conta própria, e 53% consideram seriamente vagas em trabalhos manuais ou ofícios especializados, vistos como mais resistentes à tecnologia.
Comentando os resultados para o jornal The New York Post, a especialista Jasmine Escalera, da Zety, definiu a mudança proativa como o "pivô da ansiedade por IA".
As redes sociais emergiram como ferramenta central nessa transição. Cerca de 92% dos entrevistados usam o TikTok para obter conselhos de carreira, e 46% já conseguiram um emprego ou estágio pela plataforma. Enquanto 76% buscam conteúdo profissional no Instagram, da Meta*, apenas 34% usam o LinkedIn para o mesmo fim.
A presença digital das empresas é decisiva, com 95% dos jovens afirmando que ela influencia sua decisão de se candidatar a uma vaga. Para Escalera, as redes se tornaram uma "sala de aula de formação profissional", onde a geração aprende, faz networking e define que tipo de trabalho se alinha com seus valores, redefinindo completamente a busca por emprego.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.