
Autoridades israelenses estão aflitas com exercícios militares iranianos

Autoridades israelenses alertaram a administração do presidente americano, Donald Trump, sobre a possibilidade de que um exercício com mísseis da Guarda Revolucionária iraniana possa ser um prelúdio para uma ofensiva contra território de Israel, divulgou no domingo (21) o veículo americano de imprensa Axios.
A reportagem indica que o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, Tenente-General Eyal Zamir, telefonou no sábado (20) para o chefe do Comando Central dos EUA, Almirante Brad Cooper, para comunicar suas preocupações com os exercícios militares iranianos.
Zamir teria sugerido que essas operações possam servir de fachada para um ataque surpresa, em um momento que as capacidades militares de Israel estão desgastadas e sua tolerância a riscos está menor, desde o ataque do grupo palestino Hamas em outubro de 2023.
"As probabilidades de um ataque iraniano são inferiores a 50%, mas ninguém está disposto a correr o risco e afirmar, simplesmente, que se trata apenas de um exercício", declarou uma fonte israelense à reportagem.

Fontes americanas anônimas, alternativamente, indicam que os serviços de inteligência dos EUA não possuem indícios de uma ofensiva iminente por parte de Teerã.
"Total impunidade"
As autoridades iranianas, de sua parte, acusaram Tel Aviv de "desestabilizar a região e aumentar a tensão", argumentando que os EUA e a Europa concedem a Israel "total impunidade", conforme declarou à RT o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi.
"Nos últimos dois anos, Israel atacou sete países da região e continua a ameaçá-los. Eles continuam a violar o cessar-fogo que assinaram, tanto em Gaza como no Líbano. Os Estados Unidos são o garantidor e não se importam com estas violações", afirmou Araghchi.
A publicação da Axios aponta que a questão desencadeou receios de que ambas as partes engajem em ataques preventivos por uma escalada de tensões, inflamando o contexto do antecipado encontro entre o premiê israelense Benjamin Netanyahu e o presidente Trump, a ser realizado no dia 29 de dezembro.
