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Ao som de Snoop Dogg, Eduardo Bolsonaro posta vídeo jogando suas Havaianas no lixo: "quem lacra não lucra"

O ex-deputado federal criticou a recente propaganda da marca com Fernanda Torres, acusando-a de ser "de esquerda".
Ao som de Snoop Dogg, Eduardo Bolsonaro posta vídeo jogando suas Havaianas no lixo: "quem lacra não lucra"Reprodução / Redes sociais

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro publicou no domingo (22) um vídeo em suas redes sociais, tecendo críticas à mais recente campanha da empresa de sandálias Havaianas.

Eduardo alega que a marca estaria se posicionando contra a direita, campo político que representa, pela insinuação presente no slogan "não comece 2026 com o pé direito".

"Eles escolheram para ser a garota propaganda da sandália uma pessoa declaradamente de esquerda", declarou, em referência à atriz Fernanda Torres, censurando ainda o suposto apoio da artista às condenações dos participantes dos atos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília.

"Eu vou começar o ano com o pé direito sim - e não será de havaianas", escreveu em seu perfil.

O que chamou atenção foi a trilha sonora escolhida por Eduardo: ao som de Still D.R.E., de Snoop Dogg, ele comentou que "quem lacra, não lucra".

'Não comece com o pé direito'

A frase destacada pelo ex-congressista é parte da campanha publicitária da Havaianas, que provocou convocações de boicote pelo campo político de direita, incluindo aliados da família Bolsonaro.

"Desculpa, mas eu não quero que você comece 2026 com o pé direito. Não é nada contra a sorte. Mas, vamos combinar, sorte não depende de você, depende de sorte. O que eu desejo é que você comece o ano novo com os 2 pés. Os 2 pés na porta, os 2 pés na estrada, os 2 pés na jaca, os 2 pés onde você quiser. Vai com tudo, de corpo e alma, da cabeça aos pés", diz Fernanda na publicidade.

As circunstâncias são inflamadas pela associação entre os posicionamentos políticos da própria atriz e sua atuação no premiado filme "Ainda Estou Aqui", que retrata crimes praticados por autoridades da Ditadura Militar de 1964-85. O filme — que recebeu o Oscar na marca de dois anos dos eventos de 8 de janeiro — é dirigido por Walter Salles, da família Moreira Salles, cuja propriedade da empresa Havaianas/Alpargatas é denunciada dentre os promotores do boicote.