A explosão do foguete Starship, da SpaceX, durante um voo de teste no início deste ano representou um risco maior para aeronaves comerciais do que o divulgado inicialmente, com intervenção de controladores de tráfego aéreo para evitar possíveis colisões, revelou o Wall Street Journal no domingo (21).
O foguete, lançado de uma instalação da empresa no Texas em 16 de janeiro, falhou em pleno voo e se desintegrou. A explosão provocou uma chuva de destroços em chamas sobre áreas do Caribe por cerca de 50 minutos. Segundo o jornal, o impacto de um fragmento em uma aeronave poderia ter consequências catastróficas, como danos graves e mortes de passageiros.
Risco real
Pilotos de um jato enfrentaram um dilema ao voar ao norte de San Juan, em Porto Rico: seguir a rota por uma possível área de destroços do foguete ou correr o risco de ficar sem combustível sobre o mar.
Outras duas aeronaves — uma operada pela Iberia Airlines e um jato particular — passaram por situação semelhante. Ambas declararam emergência de combustível e sobrevoaram a zona de exclusão aérea temporária, de acordo com registros da Administração Federal de Aviação (FAA).
Os três voos, transportando cerca de 450 pessoas, segundo os registros, conseguiram pousar em segurança.
O fundador da SpaceX, Elon Musk, comentou à época do lançamento que "o sucesso é incerto, mas o entretenimento é garantido!".