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Orbán ironiza União Europeia e cita derrotas históricas de Napoleão e Hitler contra a Rússia

Premiê da Hungria comentou a possibilidade de Kaja Kallas, que comanda a diplomacia do bloco, obter sucesso em uma eventual derrota de Moscou.
Orbán ironiza União Europeia e cita derrotas históricas de Napoleão e Hitler contra a RússiaGettyimages.ru / Jonathan Raa/NurPhoto

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, ironizou neste sábado (20), segundo a imprensa local, a possibilidade de a alta representante da União Europeia (UE) para Assuntos Exteriores e Política de Segurança, Kaja Kallas, obter sucesso em uma eventual derrota da Rússia, ao traçar um paralelo com campanhas fracassadas de Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler contra o país.

"E depois há as grandes tradições europeias. Bem, Napoleão já atacou a Rússia, não é? Hitler não conseguiu, mas agora Kaja Kallas vai conseguir, evidentemente", afirmou Orbán durante um comício.

A declaração ocorre dias após o vice-primeiro-ministro da Itália, Matteo Salvini, fazer comparação semelhante ao tratar do debate sobre o rearmamento europeu.

"Agora, em dezembro de 2025, simplesmente recomendo cautela antes de falar de outras armas, do rearmamento europeu. Porque se Hitler e Napoleão não conseguiram colocar Moscou de joelhos com suas campanhas russas, é pouco provável que Kaja Kallas, Macron com Starmer e Merz consigam", declarou Salvini em declaração a jornalistas.

Reação da Rússia

As falas repercutiram em Moscou. Em 16 de dezembro, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, comentou as declarações de Salvini em seu canal no Telegram.

"A comparação é exata, a conclusão é indiscutível", escreveu.

Nos últimos meses, países ocidentais têm apontado o que classificam como uma suposta ameaça russa à Europa. O governo russo rejeita essas alegações.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, já afirmou que "essa lenda de que a Rússia planeja atacar a Europa, os países da OTAN, é precisamente essa mentira inverossímil que buscam fazer a população dos países da Europa Ocidental acreditar", chamando as acusações de "bobagem".