
Clinton critica divulgação de arquivos de Epstein e se diz 'bode expiatório'

O ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, se pronunciou nesta sexta-feira sobre a divulgação pelo Departamento de Justiça de uma nova leva de arquivos do caso Jeffrey Epstein nos quais ele aparece, criticando a Casa Branca por transformá-lo em "bode expiatório".
"A Casa Branca não estava guardando esses arquivos por meses apenas para divulgá-los numa sexta-feira à noite e proteger Bill Clinton. O objetivo é se proteger do que vem depois ou do que tentarão esconder para sempre. Podem publicar quantas fotos censuradas de mais de 20 anos quiserem, mas isso não é sobre Bill Clinton. Nunca foi e nunca será", afirmou, em comunicado publicado por seu porta-voz, Angel Ureña, no X.
JUST IN: 🇺🇸 Former President Bill Clinton seen enjoying his time with Jeffery Epstein and a redacted individual. pic.twitter.com/wToQJTadXe
— Remarks (@remarks) December 19, 2025
Clinton, que aparece em várias imagens divulgadas ao lado de Epstein e outras figuras públicas, garantiu que os documentos não o incriminam e sugeriu que a demora na liberação poderia ter interesse em proteger terceiros.
"Existem dois tipos de pessoas aqui. O primeiro não sabia de nada e cortou contato com Epstein antes que seus crimes viessem à tona. O segundo continuou se relacionando com ele. Nós estamos no primeiro grupo. Nenhuma demora do segundo grupo muda isso. Todos, especialmente os MAGA [referência aos apoiadores de Donald Trump], querem respostas, não bodes expiatórios", escreveu.

Bill e a ex-candidata presidencial pelo Partido Democrata, Hillary Clinton, tinham depoimentos agendados no Comitê de Supervisão da Câmara dos EUA sobre seus vínculos com Epstein, agora reagendados para janeiro, em uma "batalha silenciosa" com os apoiadores de Trump.
Para saber mais sobre quem foi Jeffrey Epstein, leia este artigo.
