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Sindicatos da Argentina se mobilizam contra reforma trabalhista de Milei

Centrais sindicais alertam que o projeto ameaça direitos históricos, amplia a precarização e enfraquece garantias como férias e greve, enquanto o governo defende mudanças "modernizantes" na legislação.
Sindicatos da Argentina se mobilizam contra reforma trabalhista de MileiGettyimages.ru / Guillermo Castro / NurPhoto

Os principais sindicatos da Argentina estão promovendo, nesta quinta-feira (18) uma marcha contra a proposta de reforma trabalhista enviada pelo presidente Javier Milei ao Congresso. A mobilização, organizada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) em aliança com a Central dos Trabalhadores da Argentina (CTA), ocorre em meio a alertas sobre possível repressão por forças de segurança.

"A Confederação Geral do Trabalho (CGT) da República Argentina adverte o governo nacional de que o direito à livre manifestação é uma garantia constitucional e democrática que deve ser respeitada e protegida pelas autoridades públicas", afirmou a maior central sindical do país, horas antes do protesto.

Apresentado na semana passada, o projeto prevê mudanças profundas nas regras sobre salários, férias, direito de greve e relações entre empregados e empregadores. O governo classifica a proposta como uma "modernização" de leis da década de 1970, necessária para estimular a geração de empregos e acompanhar transformações tecnológicas.

Sindicatos e oposição, por sua vez, afirmam que o texto favorece empresários, precariza o trabalho e retira direitos históricos.

  • O ato ocorre em Buenos Aires durante o debate formal da proposta no Senado. Organizadores afirmam que discursos "estigmatizantes" de autoridades elevam o risco de confrontos. Um dos pontos centrais do protesto é a possibilidade de convocação de uma greve geral durante os pronunciamentos previstos para a tarde, na Praça de Maio, em frente à Casa Rosada, sede do governo.