O governo de Israel aprovou um acordo para o fornecimento de gás natural ao Egito, considerado o maior da história do país, afirmou nesta quarta-feira (17) o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Conforme divulgado pela agência de notícias Times of Israel, o acordo de exportação foi inicialmente assinado em agosto com a companhia americana Chevron, em parceria com as empresas israelenses NewMed e Ratio. Ele prevê o fornecimento de até US$ 35 bilhões (cerca de R$ 193 bilhões) em gás natural ao Egito a partir do campo de Leviathan, no Mediterrâneo.
"Hoje aprovei o maior acordo de gás da história de Israel", disse Netanyahu em seu pronunciamento. "Este acordo fortalece consideravelmente a posição de Israel como potência energética regional e contribui para a estabilidade em nossa região".
Sob pressão
A aprovação do acordo foi inicialmente arrastada pelo ministro de energia e infraestrutura Eli Cohen, diante de negociações de garantias de mercado e temores de esgotamento das reservas de gás do país, segundo a reportagem do Times. "Hoje, é evidente que a extração de gás das profundezas do mar trouxe uma enorme bênção para o Estado de Israel", esclareceu Netanyahu. A publicação indica que a pressão americana desempenhou um papel na aprovação, citando o cancelamento da visita a Israel pelo secretário de energia dos Estados Unidos, Chris Wright, após a recusa na assinatura do acordo, em outubro.
A expectativa é que o fornecimento ajude a aliviar a crise energética enfrentada pelo Egito, aponta o veículo Egypt Independent. O país árabe gastou bilhões de dólares com a importação de gás natural liquefeito nos últimos anos, majoitariamente proveniente de Israel e dos Estados Unidos, após sua produção interna não conseguir atender à demanda.
Em nota, a Chevron afirmou que recebeu positivamente a decisão de Israel de autorizar a exportação. A companhia havia informado em novembro que estava próxima de tomar uma decisão final de investimento para ampliar o campo de gás, mas aguardava a liberação do governo israelense para as exportações.