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Cuba repudia 'bloqueio naval' dos EUA à Venezuela
Governo cubano diz que ação viola direito internacional e ameaça estabilidade regional.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, manifestou nesta quarta-feira apoio ao colega venezuelano Nicolás Maduro e repudiou o que chamou de "bloqueio naval" dos Estados Unidos contra Caracas.
Em postagem nas redes sociais, Díaz-Canel escreveu: ""Rejeitamos com veemência o bloqueio naval do governo dos EUA à Venezuela. Reafirmamos nosso apoio ao presidente Nicolás Maduro, à Revolução Bolivariana e Chavista, e à sua união entre o povo e as Forças Armadas".
O presidente cubano ainda endossou um comunicado do governo venezuelano que acusa Washington de ter como objetivo, desde sempre, se apropriar do petróleo, terras e minerais do país por meio de "gigantescas campanhas de mentiras e manipulações".
Agressões dos EUA
- Escalada militar: Os Estados Unidos, em agosto, enviaram navios de guerra, um submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, alegando sua suposta disposição em combater o narcotráfico. Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, deixando dezenas de mortos.
- Falsos pretextos: Washington acusou Maduro, sem provas ou fundamentação, de liderar um suposto cartel de drogas. As mesmas acusações infundadas foram feitas contra o presidente colombiano Gustavo Petro, que condenou os ataques mortais contra embarcações nas águas da região.
- Infiltrações de inteligência: O presidente americano Donald Trump admitiu ter autorizado a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano, em meados de outubro. Maduro perguntou, em resposta: "Alguém acredita que a CIA não opera na Venezuela há 60 anos? (...) [Que] não conspira contra o comandante [Hugo] Chávez e contra mim há 26 anos?", perguntou ele.
- Postura venezuelana: Maduro afirma que o verdadeiro objetivo dos EUA é uma "mudança de regime" para se apoderar da imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela.
- Condenação internacional: O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou os bombardeios realizados pelos EUA contra pequenas embarcações, supostamente para combater o narcotráfico, que resultaram em mais de 60 mortos. Os bombardeios também foram criticados pelos governos de países como Rússia, Colômbia, México e Brasil. Peritos da ONU afirmaram que as ações americanas se tratam de "execuções sumárias", em violação ao que consagra o direito internacional.
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