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EUA classificam facção criminosa da Colômbia como organização terrorista estrangeira

O secretário de Estado Marco Rubio justificou a decisão e afirmou que o Clã do Golfo é "uma organização criminosa violenta e poderosa, com milhares de integrantes".

O governo dos Estados Unidos designou nesta terça-feira (16) o Clã do Golfo, considerado a maior organização criminosa da Colômbia, como organização terrorista estrangeira.

Em comunicado, o secretário de Estado, Marco Rubio, classificou o grupo como "uma organização criminosa violenta e poderosa, com milhares de integrantes", cuja "principal fonte de renda é o tráfico de cocaína".

"O Clã do Golfo é responsável por atentados terroristas contra funcionários públicos, forças de segurança, militares e civis na Colômbia. Os Estados Unidos continuarão usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e conter as campanhas de violência e terrorismo promovidas por cartéis internacionais e organizações criminosas transnacionais", acrescentou Rubio.

É importante lembrar que, anteriormente, ao responder a pergunta de um jornalista, o presidente Donald Trump afirmou não descartar ataques contra países como México e Colômbia, classificados pelo profissional como "responsáveis ​​pelo tráfico de fentanil para os EUA".

Com a decisão, aumenta o número de grupos criminosos rotulados por Washington como terroristas. O processo teve início em fevereiro, quando os EUA passaram a classificar como organizações terroristas estrangeiras o Cartel de Sinaloa, o Cartel Jalisco Nova Geração, os Cartéis Unidos, o Cartel do Nordeste, o Cartel do Golfo e A Nova Família Michoacana, do México, além da salvadorenha Mara Salvatrucha e do Tren de Aragua.

Em maio, foi a vez dos grupos criminosos haitianos Viv Ansanm e Gran Grif serem incluídos na lista de organizações terroristas estrangeiras.