Notícias

Fico denuncia o desperdício de bilhões de euros da UE na Ucrânia

O premiê eslovaco criticou a falta de transparência nos repasses e rejeitou um novo pacote bilionário do bloco ao regime de Kiev afirmando que seu país não participará de iniciativas voltadas ao esforço militar.
Fico denuncia o desperdício de bilhões de euros da UE na UcrâniaAP / O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico

O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, voltou a criticar o apoio financeiro da União Europeia (UE) à Ucrânia, nesta terça-feira (16), afirmando que o país é um "buraco negro" que consome grandes volumes de recursos do bloco.

"A Ucrânia é um buraco negro, graças ao qual se perdem bilhões de euros, o raciocínio econômico racional e o futuro sustentável da UE", escreveu o premiê em uma publicação nas redes sociais, na qual também divulgou um vídeo reiterando sua posição.

Fico questionou a falta de transparência na aplicação dos recursos enviados a Kiev. "Não sabemos o que acontece na Ucrânia. Lembram do secretismo quando disse: 'Cuidado com a corrupção na Ucrânia'? Não sabemos quanto dinheiro foi desviado", afirmou. Segundo ele, a UE já destinou 177,5 bilhões de euros ao país.

O premiê também criticou o novo plano do bloco, que prevê mais 140 bilhões de euros em apoio à Ucrânia, principalmente para a compra de armamentos. "Será uma decisão muito séria do Conselho Europeu. Enquanto eu estiver aqui, não quero ter nada a ver com isso", disse.

Eslováquia não vai financiar a Ucrânia

Em meados de novembro, Fico já havia rejeitado formalmente a proposta europeia. Para ele, a manutenção da ajuda financeira prolonga o conflito e não deve contar com a participação eslovaca.

"A União Europeia quer decidir que, em 2026 e 2027, daremos à Ucrânia 140 bilhões de euros para gastos militares. Respeito a opinião de quem concorda, mas nunca estarei de acordo. Recuso-me a permitir que a Eslováquia participe de qualquer plano financeiro que forneça 140 bilhões para a guerra nos próximos dois anos. Eu não quero guerra, quero que ela termine", afirmou.