Lukashenko adverte EUA e diz que guerra contra Venezuela seria um 'segundo Vietnã'

Presidente de Belarus afirma que situação pode ser resolvida de forma pacífica e espera tratar do tema com Donald Trump em breve.

O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, afirmou que espera conversar em breve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as tensões envolvendo a Venezuela. Ele mencionou o inédito deslocamento militar de Washington no Caribe — classificado por Caracas como uma agressão — e os ataques a supostas narcolanchas no Caribe e no Pacífico.

"Por enquanto não está acontecendo nada, mas vejo o interesse dos Estados Unidos pela Venezuela", afirmou o presidente bielorrusso em entrevista ao canal americano Newsmax TV no último fim de semana. Além disso, disse compreender em grande parte a postura de Trump.

"Entendo Trump em muitos aspectos, porque a Venezuela está próxima, assim como a Ucrânia está próxima da Rússia", disse Lukashenko. Porém, segundo o líder bielorrusso, todas as pretensões dos Estados Unidos em relação à Venezuela podem ser resolvidas hoje "totalmente de forma pacífica".

Nesse contexto, afirmou que confia poder tratar do tema com Trump em breve e acrescentou que tem "muitas coisas interessantes" para lhe dizer.

Lukashenko advertiu que "a guerra não levará a nada" e lembrou que "ontem disse isso ao [enviado de Trump] John Cole: seria um segundo Vietnã". "Eles precisam disso? Não, não precisam. Por isso, não é necessário lutar lá, porque é possível chegar a um acordo", enfatizou o presidente do país eslavo.

Agressões dos EUA