O líder da minoria democrata no Senado dos EUA, Chuck Schumer, anunciou que os secretários de Guerra, Pete Hegseth, e de Estado, Marco Rubio, comparecerão nesta terça-feira (16) à câmara em uma sessão informativa dedicada à agressão "descontrolada e imprudente" de Washington no Caribe.
"Em resposta às minhas reiteradas exigências, amanhã haverá uma sessão informativa para todos os senadores, com os secretários Hegseth e Rubio, sobre as ações descontroladas e imprudentes deste governo no Caribe", escreveu Schumer nesta segunda-feira (15) em suas redes sociais.
"Essa sessão ocorre após semanas de pressão, tanto minha quanto de outros senadores democratas, para garantir que todos os senadores ouçam algo deste governo, que parece temer até mesmo as respostas mais básicas", acrescentou. "O povo americano merece fiscalização. Temos a intenção de fornecê-la", concluiu.
Agressões dos EUA
- Escalada militar: Os Estados Unidos, em agosto, enviaram navios de guerra, um submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, alegando sua suposta disposição em combater o narcotráfico. Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, deixando dezenas de mortos.
- Falsos pretextos: Washington acusou Maduro, sem provas ou fundamentação, de liderar um suposto cartel de drogas. As mesmas acusações infundadas foram feitas contra o presidente colombiano Gustavo Petro, que condenou os ataques mortais contra embarcações nas águas da região.
- Infiltrações de inteligência: O presidente americano Donald Trump admitiu ter autorizado a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano, em meados de outubro. Maduro perguntou, em resposta: "Alguém acredita que a CIA não opera na Venezuela há 60 anos? (...) [Que] não conspira contra o comandante [Hugo] Chávez e contra mim há 26 anos?", perguntou ele.
- Postura venezuelana: Maduro afirma que o verdadeiro objetivo dos EUA é uma "mudança de regime" para se apoderar da imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela.
- Condenação internacional: O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou os bombardeios realizados pelos EUA contra pequenas embarcações, supostamente para combater o narcotráfico, que resultaram em mais de 60 mortos. Os bombardeios também foram criticados pelos governos de países como Rússia, Colômbia, México e Brasil. Peritos da ONU afirmaram que as ações americanas se tratam de "execuções sumárias", em violação ao que consagra o direito internacional.