
'Ilegal' e 'ilegítima': Venezuela reage à decisão da UE de estender sanções contra o país

A chancelaria venezuelana divulgou nesta segunda-feira (15) um comunicado no qual rejeita a extensão das medidas coercitivas unilaterais impostas pela União Europeia (UE) contra Caracas.
No texto oficial, o governo da Venezuela expressou repúdio categórico à política de sanções, classificando-a como ''ilegítima, ilegal e contrária ao direito internacional'', além de incompatível com os princípios e propósitos consagrados na Carta das Nações Unidas.
A reação ocorre horas após Bruxelas decidir pela prorrogação, por mais um ano, de suas medidas punitivas contra a Venezuela, que permanecerão em vigor até 10 de janeiro de 2027.

Segundo Caracas, os dirigentes do bloco europeu optaram ''lamentavelmente'' por acelerar ''sua própria decadência política ao insistir em uma linha de hostilidade estéril contra a Venezuela''.
O comunicado também classifica a política externa europeia como ''errática, carente de autonomia e subordinada a interesses alheios aos povos que dizem representar''.
As medidas adotadas por Bruxelas determinam que os sancionados estejam sujeitos à ''imobilização de ativos e à proibição de fornecer fundos ou recursos econômicos, direta ou indiretamente''. A lista inclui 69 pessoas, entre elas altos funcionários venezuelanos, como a vice-presidente Delcy Rodríguez e o ministro do Interior, Justiça e Paz, Diosdado Cabello.
''Crescente irrelevância''
As ações punitivas da UE contra a Venezuela coincidem com o momento de escalada das agressões dos EUA contra o país sul-americano. No entanto, Caracas ressalta que, "após anos de aplicação", a política de sanções "demonstrou ser um fracasso retumbante".
Segundo o texto oficial da chancelaria venezuelana, o único resultado dessas hostilidades foi o deterioro das relações políticas e diplomáticas, "confirmando a crescente irrelevância da União Europeia como ator internacional capaz de agir com independência, racionalidade e respeito aos Estados soberanos".
