A batata está presente em toda e qualquer casa, de uma forma ou de outra: como um alimento básico e versátil, consome-se como purê, salada de maionese, cozida, frita, gratinada, assada, rosti, rústica, no escondidinho. Ela possui inúmeros benefícios para a saúde, diante de seu valor nutricional rico em vitaminas e fibras, com baixos níveis de gordura. Entretanto, certos fatores devem ser considerados ao consumi-la.
Batatas contêm solanina, uma substância tóxica que faz parte de sua defesa natural contra pragas. A quantidade de solanina já é geralmente baixa e o cozimento ainda a reduz; portanto, a intoxicação alimentar por batatas é rara.
Contudo, quando começam a germinar, o aumento na concentração de solanina se manifesta em um sabor amargo, denotando sua impropriedade para o consumo.
Segundo os especialistas em segurança alimentar Mario Sánchez e Miguel Ángel Lurueña, se a batata tiver apenas alguns brotos pequenos, basta removê-los junto com a área imediatamente ao redor. Se a batata tiver muitos brotos, é melhor descartá-la.
Crianças são mais vulneráveis aos efeitos da solanina, que pode causar náuseas, vômitos ou diarreia, demandando maior cuidade no preparo alimentar.
Cuidados no estoque
É possível e recomendado retardar o surgimento de brotos armazenando as batatas em um local escuro, fresco e, se possível, bem ventilado. Os especialistas orientam a guardá-las em um saco de papel para evitar a perda de umidade ou em uma caixa de madeira forrada com papel no fundo, sempre mantendo-as longe da luz.
As batatas não devem ser armazenadas na geladeira, pois isso faz com que o amido se converta em açúcares simples e, quando fritas, pode formar acrilamida, uma substância prejudicial à saúde.
Como truque de conservação, o chef Jordi Cruz recomenda colocar uma maçã ao lado das batatas e guardá-las no mesmo local, conforme citado pelo Huffington Post. O etileno, um gás liberado naturalmente pelas maçãs e também usado para amadurecer tomates mais rapidamente, ajuda a conservar melhor as batatas.