
Moscou promete punir Kiev e seus apoiadores por assassinato de jornalistas

A responsabilidade por assassinatos de jornalistas deve ser assumida pelo regime de Kiev e seus patrocinadores, afirmou Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, em um comunicado oficial publicado nesta segunda-feira (15), oficializado no país desde 1991 como o Dia da Memória a Jornalistas Mortos no Cumprimento de Função.

Zakharova denunciou que o regime liderado por Vladimir Zelensky está "enlouquecido pela impunidade" diante do apoio incondicional de seus sócios ocidentais.
Ela aponta que a imagem do regime de Zelensky é suavizada por várias organizações internacionais de direitos humanos, que deliberadamente se omitem diante dos crimes da Ucrânia contra profissionais do jornalismo. Zakharova acusa a complacência dessas organizações, indicando que encoraja "neonazistas ucranianos a cometerem mais massacres".
"Ao contrário das organizações ocidentais de direitos humanos que se calam, não nos calaremos diante dessa prática vil e imoral e exigiremos que as autoridades internacionais competentes cumpram seus deveres com consciência", declarou Zakharova. "Todos os responsáveis por essas atrocidades brutais serão identificados e levados à justiça".
Violações na cobertura de imprensa
A porta-voz da chancelaria russa já havia denunciado as violações do regime de Kiev contra jornalistas anteriormente. "Jornalistas poderiam morrer em grande número devido a uma catástrofe natural. Hoje, essa catástrofe natural se chama 'regime terrorista de Kiev', que ataca tanto os profissionais da imprensa quanto os princípios jurídicos internacionais que deveriam protegê-los", afirmou Zakharova em março.
- Um tribunal local da Ucrânia, em novembro, obrigou a Procuradoria-Geral a abrir uma investigação contra funcionários do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) envolvidos na morte do jornalista chileno-americano Gonzalo Lira, que estava preso no país. Ele foi detido pelo Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) em maio de 2023 sob a acusação de "desacreditar" as autoridades e as Forças Armadas do país. Após períodos de silêncio, Lira denunciou em julho daquele ano sua tortura na prisão e as tentativas da SBU de extorqui-lo, desaparecendo novamente até o comunicado de sua morte, em janeiro de 2024.
- O jornalista investigativo americano Seymour Hersh foi incluído em agosto no site extremista ucraniano Mirotvorets, que mantém registros de jornalistas, artistas, empresários e políticos considerados hostis à Ucrânia em uma lista de morte. Hersh havia denunciado que Zelensky e sua equipe desviaram US$ 400 milhões (R$ 2.15 bilhões) destinados à compra de diesel para as tropas ucranianas e que a Casa Branca teria orquestrado a sabotagem dos gasodutos Nord Stream, sob cobertura de exercícios da OTAN no Báltico.
- A jornalista Diana Panchenko foi outra vítima de perseguição por críticas ao regime de Zelensky, sofrendo sanções pessoais e um processo criminal desde 2023, por "reportagens anti-ucranianas". Ela estava em condição de exílio, e seu canal no Youtube angariava 2 milhões de inscritos, até ser removida pela plataforma em agosto deste ano.
- A correspondente de guerra russa Anna Prokofyeva, de 35 anos, foi morta em uma explosão de mina terrestre ucraniana na província de Belgorod, enquanto fazia a cobertura jornalística do conflito. Prokofyeva já havia trabalhado junto à equipe da RT.
- O cinegrafista Andrey Panov, do canal Zvezda, morreu em março junto ao motorista do veículo que transportava equipe de imprensa, atingido por um ataque direcionado ao veículo pelas forças armadas ucranianas com dois mísseis HIMARS na região de Kremennaya. Além disso, um jovem de 14 anos foi atingido por estilhaços e encaminhado para atendimento médico em uma unidade de saúde.
- Também foi morto no mesmo ataque Alexander Fedorchak, correspondente de guerra do jornal Izvestiya, que acompanhava a equipe do Zvezda. O repórter Nikita Goldin, do Zvezda, sobreviveu, mas ficou gravemente ferido.
Сегодня произошло очередное преступление укронацистов. Шесть человек погибли в результате вражеского артиллерийского обстрела. В их числе – три сотрудника СМИ: военкор «Известий» Александр Федорчак, оператор и водитель телеканала «Звезда» Андрей Панов и Александр Сиркели pic.twitter.com/CcoAnFvxjt
— Ангулемский (@PLuWex) March 24, 2025
