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São Paulo amanhece com mais de 31 mil imóveis sem energia após seis dias de vendaval histórico

A Justiça de São Paulo determinou na sexta-feira (12) que a Enel restabelecesse a energia na região, sob pena de multa por hora, enquanto o TCU foi acionado para barrar a renovação do contrato da concessionária.
São Paulo amanhece com mais de 31 mil imóveis sem energia após seis dias de vendaval histórico© Rovena Rosa/Agência Brasil

Cerca de 31 mil imóveis na região metropolitana de São Paulo amanheceram sem energia elétrica nesta manhã de segunda-feira (15), após um vendaval histórico que atingiu a região na semana passada, apontam os dados atualizados da concessionária ENEL.

A capital paulista concentra a maior parte dos clientes afetados, com 21.125 clientes ainda sem fornecimento. Cotia aparece em segundo lugar, com 2.413 imóveis sem luz, seguida por São Bernardo do Campo, com 761 residências atingidas. Segundo a ENEL, o serviço de eletricidade está sendo restabelecido na Grande São Paulo.

A Enel afirmou em nota oficial que "técnicos da distribuidora seguem atuando em alguns casos mais complexos de reconstrução de rede, que envolvem troca de cabos, postes e outros equipamentos". A concessionária acrescentou que "as equipes também trabalham para atender solicitações de falta de luz registradas após o evento climático".

  • O vendaval iniciado na última quarta-feira (10) não provocou apenas queda de energia. Casas e comércios enfrentaram prejuízos, houve falta d’água em algumas regiões e o trânsito ficou comprometido devido a falhas em semáforos. A ventania também derrubou dezenas de árvores e levou ao cancelamento de mais de 300 voos nos aeroportos da capital.
  • A Justiça de São Paulo determinou na sexta-feira (12) que a ENEL restabelecesse a energia na região, estabelecendo multa de R$ 200 mil por hora em caso de descumprimento.
  • O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) protocolou no mesmo dia uma representação solicitando a suspensão de renovação do contrato com a distribuidora Enel SP, alegando "falhas graves" na prestação do serviço público de distribuição de energia.