Os dois últimos pandas no Japão poderão ser devolvidos à China antes do prazo previsto, em fevereiro, informou a agência Kyodo nesta segunda-feira (15).
Os irmãos gêmeos Xiao Xiao e Lei Lei, nascidos no Zoológico de Ueno em 2021, serão enviados à China em janeiro, antecipando o retorno inicialmente previsto para fevereiro, segundo a mídia.
Os pandas, propriedade da China em um acordo de aluguel, seguem o mesmo destino de seus pais, devolvidos em 2024, e de quatro outros animais repatriados em junho do parque temático de Shirahama.
Segundo a Kyodo News, o aluguel de pandas é considerado um símbolo diplomático de amizade entre Japão e China, mas suas perspectivas são atualmente "incertas".
Tensões crescentes
A medida ocorre em meio ao agravamento das relações sino-japonesas. Desde sua posse como primeira-ministra, Sanae Takaichi afirma que a situação de Taiwan representa uma "ameaça à sobrevivência". Sua postura contrasta com a de antecessores, que defendiam apenas a manutenção do status quo da ilha.
Pequim, em mensagem ao secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou as declarações de Takaichi como "equivocadas e perigosas" e as descreveu como uma ameaça de "intervenção armada", afirmando que a China "protegerá a soberania nacional e a integridade territorial".
- Taiwan é autogovernada desde 1949, mas a China a considera parte indivisível de seu território.
- Em outubro de 2024, o Ministério das Relações Exteriores chinês reiterou que a ilha "nunca foi um país nem jamais o será", mantendo sua posição diante do que considera declarações separatistas das autoridades de Taipé.
- A maioria dos países, incluindo Rússia e Brasil, reconhece Taiwan como parte da República Popular da China.