
Somália diz que não aceitará insultos após Trump chamar país de 'lixo'

Diante de sucessivas ofensas contra a população somali proferidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no contexto americano de restrição migratória, o ministro da Defesa somali, Ahmed Moallim Fiqi, afirmou à Reuters na quinta-feira (11) que o país não aceitará esse tipo de discurso.
"O povo somali é conhecido em todo o mundo por seu trabalho árduo", disse Ahmed. "Eles são conhecidos por sua resiliência diante da adversidade. Eles enfrentaram dificuldades e muitos inimigos, incluindo aqueles que negam sua existência, os matam, os humilham e os insultam".
"Países de merda"

As declarações de Trump ocorreram durante um comício na Pensilvânia na última terça-feira (9), em que abordou temas de política econômica e voltou a defender medidas rígidas de migração.
"Também anunciei uma pausa permanente na migração do Terceiro Mundo, incluindo de lugares infernais como Afeganistão, Haiti, Somália e muitos outros países", afirmou o presidente.
Protestando como os Estados Unidos recebem cidadãos originários de "países de merda", Trump redobrou sua ofensa aos somalis, ao acrescentar que "a única coisa em que eles são bons é em atacar navios".
Durante uma reunião de gabinete no início do mês, Trump já havia reiterado os insultos ao país, chamando seus cidadãos de "lixo" que "ficam por aí se matando".
"O país deles não presta por um motivo. O país deles fede e não os queremos no nosso país", declarou.
