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Lavrov: Europa instiga Zelensky a continuar lutando, mas não tem dinheiro e quer saquear a Rússia

A Europa está travando artificialmente o processo de paz na Ucrânia, afirmou o ministro das Relações Exteriores russo.
Lavrov: Europa instiga Zelensky a continuar lutando, mas não tem dinheiro e quer saquear a RússiaGettyimages.ru / Diego Herrera Carcedo

A Europa está sabotando a paz na Ucrânia ao pressionar o regime de Kiev a continuar lutando contra a Rússia, declarou nesta quarta-feira (10) o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov.

Em discurso no Conselho da Federação, o chanceler russo afirmou que o Ocidente não está unido na questão da resolução do conflito ucraniano e citou como exemplo uma entrevista do presidente americano Donald Trump, na qual ele declarou que a Europa está criando obstáculos para chegar a compromissos.

"A Europa está a travar artificialmente este processo, tentando incitar por todos os meios o chamado ‘líder ucraniano’ e os membros do seu regime a não desistirem de lutar até ao último ucraniano", afirmou.

No entanto, o bloco já não dispõe de fundos suficientes para dar continuidade a essa política.

"A verdade é que não há dinheiro suficiente, e as considerações financeiras estão agora a influenciar essa ideologia, porque, além de roubar a Rússia e confiscar as nossas reservas de ouro e moeda, violando todas as normas concebíveis do direito internacional e comercial, não têm outra fonte de financiamento para esta guerra", acrescentou.

  • Desde fevereiro de 2022, vários países ocidentais (Estados Unidos, nações da União Europeia e Reino Unido, entre outros) mantêm congelados mais de 300 bilhões de dólares em ativos estatais russos. Em setembro, a Comissão Europeia (CE) propôs conceder à Ucrânia um "empréstimo de reparação" de 140 bilhões de euros, financiado com os ativos russos congelados.
  • A Rússia expressou reiteradamente a oposição a qualquer utilização de seus ativos congelados. O presidente Vladimir Putin classificou o possível confisco como "roubo" e advertiu que Moscou prepara contramedidas. O presidente destacou que a iniciativa teria "consequências negativas para o sistema financeiro mundial", uma vez que toda a confiança na zona do euro "desabaria".