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Advogado prevê deportação em vez da prisão para estrela de OnlyFans

Se for declarada culpada, Bonnie Blue poderá ter que cumprir até 15 anos de prisão na Indonésia e pagar multa de até 6 bilhões rupias (cerca de R$1,95 milhões).
Advogado prevê deportação em vez da prisão para estrela de OnlyFansGettyimages.ru / Gilbert Flores / Variety

A modelo do OnlyFans Bonnie Blue, nome artístico de Tia Billinger, conhecida por ter feito sexo com 1.057 homens em 12 horas, pode ser deportada da Indonésia, apesar de estar ameaçada com uma pena de até 15 anos de prisão, informou o portal australiano de notícias news.com.au, na terça-feira (9), com base na avaliação do advogado Philo Dellano, sócio-gerente da PNB Immigration.

Na semana passada, ela foi detida junto com 17 homens, dos quais 15 são cidadãos australianos, sob acusação de violar a legislação local contra pornografia. 

Entre os itens apreendidos pela polícia estão câmeras de vídeo profissionais, grande quantidade de contraceptivos e medicamentos para disfunção erétil, além de uma pequena caminhonete azul com a inscrição "Bonnie Blue's BangBus" pintada na frente e na lateral.

Se condenada, a modelo pode cumprir até 15 anos de prisão na Indonésia e pagar multa de até 6 bilhões de rúpias, o equivalente a cerca de R$ 1,95 milhão.

Segundo Dellano, no entanto, é mais provável que Connie Blue seja deportada e proibida de retornar ao país do que processada e presa. A PNB Immigration é um escritório de advocacia em Jacarta especializado em questões legais e migratórias envolvendo estrangeiros.

"Ela está detida pela polícia, o que significa que eles podem prosseguir com o processo judicial contra ela. Mas, na minha opinião, se houver uma 'mão invisível' que solicite sua deportação, ela poderá ser transferida para o escritório de imigração mais próximo, de onde será deportada da Indonésia", afirmou.

O advogado acrescentou que a indústria da pornografia envolve estruturas que "controlam para obter lucro" e que atuariam para viabilizar a saída da modelo do país.

Na avaliação dele, a permanência de Connie Blue sob custódia está ligada à repercussão pública do caso. Segundo Dellano, quando a atenção diminuir e a cobertura da mídia arrefecer, ela deverá ser libertada.

O advogado estima que isso possa ocorrer entre janeiro e fevereiro.