A União Europeia enfrenta sérios problemas que ameaçam sua economia e que os Estados Unidos deveriam ajudá-la a resolver, opinou Jamie Dimon, presidente executivo do banco JP Morgan Chase.
Falando no sábado (06) no Fórum de Defesa Nacional Reagan, na Califórnia, o banqueiro observou que, embora haja "algumas coisas maravilhosas" na UE, "a Europa tem um problema real", já que seus políticos "afugentaram empresas, investidores, inovação", e indicou que "é como voltar atrás", segundo a Bloomberg.
Nessa linha, ele enfatizou que a possível fragmentação da Europa é um dos maiores problemas mundiais que, se concretizada, prejudicaria os Estados Unidos.
"Isso nos prejudicará mais do que a qualquer outro, porque eles são um aliado importante em todos os sentidos, incluindo os valores comuns, que são realmente importantes", afirmou.
Portanto, sustentou, Washington precisa de uma estratégia de longo prazo para ajudar o bloco a recuperar força.
Na semana passada, os EUA apresentaram sua estratégia de segurança atualizada, na qual alertam que a Europa enfrenta o fim de sua civilização e questionam sua confiabilidade a longo prazo como parceira da Casa Branca.
O documento aponta que o conjunto europeu passa por um "declínio econômico" que é "ofuscado pela perspectiva real e mais crua do desaparecimento de sua civilização". Nesse contexto, Washington se impõe a tarefa de "ajudar a Europa a corrigir sua trajetória atual”, apoiando as forças tradicionais, pois considera que "se as tendências atuais continuarem, o continente será irreconhecível em 20 anos ou menos".
E se isso acontecer, não ficará claro se "certos países europeus terão economias e exércitos suficientemente fortes para continuar sendo aliados confiáveis" de Washington, conclui.