Os ministros das Relações Exteriores da Rússia, Azerbaijão, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão, Sérvia, Tajiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão divulgaram nesta sexta-feira (5) uma declaração conjunta por ocasião dos 80 anos da Vitória contra o nazismo na Segunda Guerra Mundial, completados em 2025. O documento ressalta "a importância duradoura para a humanidade" do desfecho e reforça a necessidade de preservar sua memória histórica.
Segundo o texto, os países reconhecem "a importância dos resultados da Vitória de 1945 e das decisões do Tribunal de Nuremberg", destacando que tais marcos visam impedir a repetição de erros do passado.
Os ministros afirmaram preocupação com a "propagação de movimentos extremistas e ideologias de natureza racista e xenófoba, incluindo o neonazismo", descrito como um fenômeno contemporâneo em que grupos defendem ideias de superioridade nacional ou racial.
A declaração faz referência à resolução da Assembleia Geral da ONU de 17 de dezembro de 2024, intitulada "Combatendo a glorificação do nazismo, do neonazismo e de outras práticas que contribuem para alimentar as formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata", como base para os compromissos assumidos.
Os países reafirmam ainda a intenção de impedir "a revisão ou distorção dos resultados da Segunda Guerra Mundial" e de evitar o "menosprezo da contribuição dos povos da União Soviética e dos movimentos de libertação europeus" na derrota do regime nazista.
Esforço conjunto
O grupo também declara que pretende "suprimir firmemente" ações que glorifiquem o nazismo, reabilitem membros da Waffen-SS ou neguem crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos por esses grupos. O texto enfatiza a necessidade de atuação junto aos jovens, especialmente no ambiente informacional, para conter a difusão de ideologias neo-nazistas e nacionalistas militantes.
No documento, os ministros afirmam ainda ser "necessário fazer pleno uso de todas as capacidades da OSCE [Organização para a Segurança e Cooperação na Europa]" no combate a ideias de superioridade racial, racismo e xenofobia. Os diplomatas conclamam o presidente em exercício da organização e dirigentes de suas estruturas executivas a avaliarem de forma adequada "manifestações de neonazismo e atos de glorificação e reabilitação de nazistas e seus cúmplices".
A declaração termina com um apelo à "consolidação dos esforços internacionais" para preservar a memória histórica da Segunda Guerra Mundial e enfrentar qualquer manifestação de neonazismo.
Entenda mais sobre como URSS libertou Europa do nazismo e como o Ocidente tenta reescrever a história em nosso artigo.