O Brasil, que tem sido há muitas décadas o maior produtor mundial de café, começou a substituir parte de suas plantações da variedade 'arábica' pela 'robusta'. A substituição está ligada à maior frequência de secas, às temperaturas mais altas e às perdas nas safras de arábica, informou o Bloomberg, em 29 de novembro.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os volumes da produção brasileira de robusta cresceu mais de 81% na década passada, enquanto que a produção de arábica aumentou menos, embora o país ainda preserve sua posição de maior produtor mundial.
De acordo com os dados do centro analítico brasileiro Cepea divulgado pela StoneX, os preços internos do robusta atingiram níveis recordes até a última safra, o que foi possível devido à oferta mundial limitada. Ao mesmo tempo, quem consome café cotidianamente costuma prestar mais atenção ao preço e ao efeito de café, o que define o maior interesse pelo robusta.
Os fazendeiros do Brasil estão se adaptando às novas condições e aumentando a proporção de robusta nas colheitas. Analistas do Rabobank projetam que, com essa estratégia, o país poderá superar o Vietnã na produção de robusta.