Trump diz que pode realizar ataques em terra contra 'qualquer país' que venda drogas aos EUA

"Conhecemos as rotas que eles seguem. Sabemos tudo sobre eles, sabemos onde vivem os bandidos. E também vamos começar com isso muito em breve", afirmou o presidente norte-americano.

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (2), durante reunião com seu gabinete ministerial, que Washington poderá realizar "ataques terrestres" contra "qualquer país" que venda drogas aos EUA.

Segundo o mandatário, alguns países estão realizando esforços deliberados para fabricar entorpecentes, enviando-os em seguida ao território norte-americano. Como exemplo, acusou a Colômbia de construir "fábricas" para produzir cocaína, sem apresentar provas.

"Qualquer país que esteja fazendo isso e vendendo isso ao nosso país está sujeito a ataque", declarou, complementando que isso se aplica a outros países além da Venezuela.

Trump ainda alegou que as operações militares realizadas por Washington, que alvejaram supostas 'narcolanchas' no Caribe e no Pacífico, reduziram o número de pessoas afetadas pelo tráfico de drogas nos EUA. A Venezuela e organizações internacionais denunciaram os ataques como "execuções extrajudiciais".

"Diminuiu porque estamos realizando esses ataques e vamos começar a realizá-los também em terra. Como sabem, em terra é muito mais fácil. E conhecemos as rotas que eles seguem. Sabemos tudo sobre eles, sabemos onde vivem os bandidos. E também vamos começar com isso muito em breve", afirmou o presidente.

Anteriormente, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que Washington apenas começou a atacar embarcações no Caribe e no Pacífico, sustentando que o país que está "derrotando os narcoterroristas". O chefe do Pentágono justificou a as agressões, argumentando que os cartéis "tomam conta da comunidade" e "milhões de pessoas" nos EUA estão sendo envenenadas por suas drogas.

O Departamento de Guerra dos EUA também defendeu os múltiplos ataques militares no Caribe, detalhando que afetaram um total de 21 embarcações. As operações deixaram um saldo mortal de 82 pessoas mortas, todas rotuladas sem provas como "narcoterroristas" e vinculadas ao contexto das agressões contra a Venezuela.

Agressões dos EUA