
Chefe da diplomacia da UE rejeita negociações diretas de paz com a Rússia

A União Europeia rejeitou abrir negociações diretas com a Rússia para buscar uma solução ao conflito ucraniano, negando que sejam "úteis". As declarações são da alta representante do bloco para Assuntos Exteriores e Política de Segurança, Kaja Kallas, feitas nesta segunda-feira (1) durante coletiva de imprensa.
A chefe da diplomacia europeia foi questionada sobre a possibilidade de um acordo entre os EUA e a Rússia, que envolva o acesso norte-americano ao mercado russo, excluindo a Europa. Nesse contexto, o jornalista apontou a possibilidade de Bruxelas também abrir negociações diretas com Moscou, mencionando a atuação do enviado especial norte-americano Steve Witkoff.

Em sua resposta, Kallas alegou que a Rússia "não tem interesse na paz", apesar das autoridades russas reiterarem múltiplas vezes seu desejo de alcançar uma solução pacífica ao conflito armado.
"Precisamos colocá-los em uma posição em que eles precisem negociar. Agora, eles não estão nessa posição porque acham que podem resistir mais", afirmou a diplomata.
Rússia busca paz
Moscou elogiou os progressos nas negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, mediadas por Washington. O presidente russo, Vladimir Putin, se reunirá com Steve Witkoff na terça-feira (2). O encontro marca a primeira discussão presencial entre as autoridades russas e americanas sobre o plano de paz dos EUA.
Anteriormente, Putin comentou que a proposta norte-americana pode "servir de base para uma solução pacífica definitiva". Enquanto isso, o presidente e representantes do governo russo apontaram como, na realidade, a Europa e o regime de Kiev são quem buscam impedir diálogos que levem à solução do conflito.
"Aparentemente, a Ucrânia e os seus aliados europeus continuam entusiasmados com a ideia de infligir uma derrota estratégica à Rússia no campo de batalha", declarou o mandatário. Em seguida, Putin sugeriu que esta postura se deve provavelmente "à falta de informação objetiva sobre a situação, sobre o estado real das coisas" no front.
Entenda o teor do plano de paz proposto por Trump.
