Comandantes militares da Guiné-Bissau anunciaram na quarta-feira (26) a prisão do presidente do país, Umaro Sissoco Embaló, e a tomada do poder em um golpe após as eleições presidenciais, segundo a France24.
Embaló, apontado como favorito à reeleição, foi detido e levado ao quartel-general do Estado-Maior, onde, segundo fontes, está sendo "bem tratado". Um alto funcionário afirmou que o chefe do Estado-Maior e o ministro do Interior também foram presos.
A imprensa local informou que o líder da oposição, Domingos Simões Pereira, cuja candidatura havia sido barrada pelo Supremo Tribunal, também foi preso na quarta-feira.
Antes de ser detido, Embaló confirmou por telefone que havia sido deposto pelos militares e disse não poder continuar a conversa por temer que o aparelho fosse confiscado.
O general Denis N’Canha, chefe do Gabinete Militar da Presidência, declarou que um comando formado por todos os ramos das Forças Armadas assumiria o controle do país "até segunda ordem".
O país realizou eleições presidenciais e legislativas no domingo (23). O governante enfrentou seu principal adversário, Fernando Dias, e ambos reivindicaram vitória no primeiro turno.
A Guiné-Bissau, pequena nação costeira entre Senegal e Guiné, registrou ao menos nove golpes de Estado desde 1974, quando conquistou a independência de Portugal, até 2020, quando Embaló assumiu o poder.