O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (25) que sua equipe avançou significativamente nas negociações para encerrar o conflito na Ucrânia. Segundo o mandatário, a proposta passsou por ajustes com contribuições de Moscou e Kiev, restando apenas "alguns pontos de discordância".
Buscando concluir as tratativas, Trump enviou seu enviado especial, Steve Witkoff, para se reunir com o presidente Vladimir Putin na Rússia, anunciou em publicação na Truth Social. Ao mesmo tempo, o secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll, participa de encontros com representantes do regime de Kiev.
"Receberei informações sobre todo o progresso, juntamente com o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário da Guerra Pete Hegseth e a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles", afirmou o presidente.
Trump afirmou ainda estar "ansioso" para encontrar-se com o presidente russo, Vladimir Putin, e o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky. Contudo, ressaltou que tal reunião só ocorreria "quando o acordo para encerrar esta guerra estiver FINALIZADO, ou em seus estágios finais".
O mandatário ainda reiterou que o conflito "nunca teria começado" caso estivesse ocupando o cargo em seu início, lamentando a morte de 25 mil soldados no último mês. Ele concluiu a publicação dizendo esperar que a paz seja alcançada "o mais rápido possível".
Plano dos EUA
O plano inclui o reconhecimento da Crimeia e Donbass como territórios russos legítimos, a renúncia de Kiev a vários armamentos estratégicos, o reconhecimento da língua russa como idioma oficial na Ucrânia e o reconhecimento da Igreja Ortodoxa Ucraniana Canônica (UPTs), hoje perseguida pelo regime de Kiev.
Além disso, prevê-se que a Ucrânia não entre na OTAN, o levantamento gradual das sanções impostas à Rússia e a realização de eleições presidenciais na Ucrânia 100 dias após o acordo entrar em vigor, bem como a redução do número de efetivos do exército ucraniano.
O presidente russo, Vladimir Putin, declarou na segunda-feira (24) em conversa com seu colega turco, Recep Tayyip Erdogan, que as propostas de Washington "podem servir de base para um acordo de paz definitivo".
Por sua vez, a CBS News informou na terça-feira (24), citando um oficial do governo norte-americano familiarizado com o assunto, que o regime de Kiev "aceitou um acordo de paz" dos EUA. Nesse contexto, Zelensky indicou que deseja se reunir com Trump para tratar de "questões sensíveis" do plano.