Militar americano queria tomar ilha no Caribe e escravizar sexualmente mulheres e crianças

Ao lado de um cúmplice, ele articulou por meses a invasão de Gonâve, recrutando participantes entre moradores de rua, buscando armamento e treinamentos para instaurar um regime de terror.

O Ministério da Justiça dos EUA acusou dois moradores do Texas de planejar um golpe violento contra a ilha de Gonâve, no Haiti, informou recentemente o The Guardian.

Os homens planejavam tomar o território à força com a finalidade de "realizar suas fantasias sexuais de estupro".

Segundo os autos do processo, Gavin Rivers Weisenberg, 21, e Tanner Christopher Thomas, 20, pretendiam recrutar moradores de rua de Washington para formar um exército para realizar o plano, que incluía matar todos os homens da ilha e transformar mulheres e crianças em escravas sexuais.

De acordo com a acusação, o esquema começou a ser elaborado em agosto de 2024 e prosseguiu até julho deste ano. Eles pretendiam comprar um barco, armas e munição para a invasão e chegaram a se inscrever em cursos de treinamento especializado.

Durante os preparativos, os acusados aprenderam crioulo, idioma falado no Haiti, e iniciaram o recrutamento de participantes. Para adquirir habilidades militares, Thomas alistou-se na Força Aérea dos EUA.

Se condenados, eles podem pegar prisão perpétua por conspiração federal para assassinar, mutilar ou sequestrar em país estrangeiro.

Os dois ainda respondem por produção de pornografia infantil, com penas de 15 a 30 anos de prisão.